Atentado em Manágua destruiu crucifixo histórico

Cidade do Vaticano, 02 ago 2020 (Ecclesia) – O Papa manifestou hoje a sua proximidade aos católicos da Nicarágua, após um ataque contra a catedral de Manágua, capital do país, na última sexta-feira.

“Penso no povo da Nicarágua, que sofre por causa do atentado na Catedral de Manágua, onde ficou muito danificada, praticamente destruída, uma imagem de Cristo, muito venerada, que acompanhou e sustentou durante séculos a vida do povo fiel”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

“Caros irmãos da Nicarágua, estou próximo e rezo por vós”, acrescentou.

A Catedral de Manágua, na Nicarágua, foi atingida esta sexta-feira por um engenho explosivo, que provocou um incêndio na Capela do Sangue de Cristo, destruindo o crucifixo que ali era venerado.

O cardeal Leopoldo José Brenes, arcebispo de Manágua, falou num “ato terrorista” e de ódio à Igreja Católica, alvo de vários ataques dos apoiantes do presidente Daniel Ortega, nos últimos meses.

O Crucifixo do Sangue de Cristo “foi queimado na sua totalidade por um dispositivo ainda não identificado”, mas o ataque não deixou feridos.

Hoje vive-se na Nicarágua um dia de oração e silêncio, como “ato de reparação pela indignação, desrespeito, sacrilégio e profanação de Jesus na sua presença real no Santíssimo Sacramento ”

O Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) manifestou a sua solidariedade aos católicos de Manágua, após o atentado.

OC

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