Comunidade paroquial de Santa Ana celebra 90 anos de existência

Cidade do Vaticano, 30 mai 2019 (Ecclesia) – O Papa deixou hoje votos de felicitação pelos 90 anos da criação da paróquia de Santa Ana, a única situada dentro dos limites da Cidade do Vaticano.

De acordo com o portal Vatican News, numa carta enviada ao pároco daquela comunidade, Francisco faz votos de que a Paróquia de Santa Ana continue com “renovado compromisso” o seu “testemunho evangélico”.

Recorde-se que o Papa argentino escolheu esta comunidade para celebrar a primeira Missa pública do seu pontificado, a 17 de março de 2013 (ver fotos).

Na mesma missiva, Francisco deixa ainda uma palavra de incentivo à congregação de religiosos agostinianos que acompanha a paróquia, “aos seus colaboradores e a toda à comunidade paroquial”.

Conhecida como a ‘paróquia do Papa’, precisamente por estar implantada na Cidade do Vaticano, a Paróquia de Santa Ana foi criada a 30 de maio de 1929.

“No Estado do Vaticano erigimos a Igreja de Santa Ana como uma paróquia; e além disso, concedemos o mandato de que o mesmo templo seja dotado de uma pia batismal, e que no local se desenvolvam a partir de agora todas as celebrações de uma paróquia, sem excluir os ritos fúnebres”, refere a constituição apostólica que oficializou a criação, assinada pelo então Papa Pio XI.

A Paróquia de Santa Ana, que teve como primeiro pároco Agostino Ruelli, é atualmente acompanhada pelo padre Bruno Silvestrini.

O serviço informativo da Santa Sé destaca Santa Ana como uma “paróquia universal”, apesar de não ter uma comunidade muito numerosa.

A curiosidade de estar integrada na Cidade do Vaticano tem despertado o interesse das pessoas, e “do exterior chegam muitos pedidos para celebrações de casamentos e batismos”.

Segundo o padre Bruno Silvestrini, “a beleza da paróquia de Santa Ana é que ela congrega o mundo inteiro, é aberta a todos”.

“Não há fronteira entre o Estado italiano e o Estado do Vaticano e todas as pessoas têm o direito de pedir assistência espiritual, diálogo, apoio. Aqueles que passam por dificuldades encontram aqui sempre uma palavra de conforto”, aponta o sacerdote.

Recorde-se que, por exemplo, o Vaticano tem recorrido à Paróquia de Santa Ana para o acolhimento a refugiados, no meio da crise migratória que dura há vários anos.

A ajuda tem-se estendido a pessoas e famílias de várias nacionalidades e crenças religiosas.

“Já celebramos um batismo com o rito caldeu, de uma menina nascida numa dessas famílias”, realça o padre Bruno Silvestrini.

Pela Paróquia de Santa Ana passaram ao longo dos anos, além de Pio XI e mais recentemente Francisco, os Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo II – que a apelidou de “minha paróquia” – e Bento XVI.

JCP

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