Francisco assume dor pela morte de Bento XVI, que evoca como um «pai»

Foto Vatican News

Cidade do Vaticano, 25 jan 2023 (Ecclesia) – O Papa rejeitou cenários de uma eventual renúncia ao pontificado, em breve, numa entrevista publicada hoje pela agência norte-americana ‘Associated Press’ (AP).

“Estou bem de saúde. Para a minha idade, estou normal. Posso morrer amanhã, mas estou sob controlo. Peço sempre a graça de que o Senhor me dê o sentido de humor”, referiu Francisco, de 86 anos, que nos últimos meses tem tido limitações de mobilidade, devido a um problema no joelho.

A entrevista aborda a morte de Bento XVI, a 31 de dezembro de 2022, e as especulações sobre a possível renúncia de Francisco, como fez o seu antecessor, abordando a necessidade de criar novas regras para esta abdicação pontifícia

“Depois de mais alguma experiência, poderia ser mais regularizado ou regulamentado”, disse.

Sobre as críticas ao seu pontificado, iniciado em 2013, o Papa disse serem consequência de um “governo de 10 anos” e não da morte do seu predecessor, que evoca como um “cavalheiro” e um “pai”.

“A única coisa que peço é que o façam [as críticas] na minha cara, porque é assim que se cresce”, apontou.

Francisco recorda Bento XVI como uma referência de “segurança”, que visitava no mosteiro onde o Papa emérito vivia para abordar “dúvidas” que surgissem.

A entrevista aborda as polémicas da relação entre o Vaticano e Pequim, tendo o pontífice defendido a necessidade de “caminhar pacientemente na China”.

“Cada caso (de nomeação de um bispo) é visto com uma lupa”, admitiu, em relação aos críticos do acordo assinado entre as duas partes.

Para Francisco, o essencial é que o diálogo “não se interrompa”.

OC

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