Vaticano: Papa denuncia redes criminosas e abusos de poder que matam cristãos

Congresso evocou «novos mártires» do século XXI

Ícone dos novos mártires na Basílica de São Bartolomeu, na Ilha Tiberina, em Roma.
(Vatican Media)

Cidade do Vaticano, 16 set 2026 (Ecclesia) – O Papa denunciou hoje o assassinato de cristãos por motivos políticos e criminosos, apelando à valorização dos novos mártires num mundo em conflito.

“Muitos deles são mortos por abuso de poder ou por organizações criminosas porque, como cristãos, contrastam as suas injustiças em nome do Evangelho”, declarou Leão XIV, perante os participantes no congresso ‘O século XXI: uma nova era de mártires’, promovido pelo Dicastério para as Causas dos Santos (Santa Sé).

O evento aconteceu um ano após a Missa presidida por Leão XIV na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma para comemorar os mártires e as testemunhas da fé do século XXI, no contexto do Jubileu.

O Papa advertiu esta manhã que a atualidade se encontra perigosamente dominada pela “cultura da potência, da força sem limites e pelo desenvolvimento incessante dos sistemas armados”.

“As testemunhas da fé não propõem uma ideologia, mas mostram uma fé vivida na quotidianidade”, defendeu o pontífice, elogiando a coerência destes cristãos.

A intervenção, divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé, explicou que a Igreja Católica procura honrar as pessoas mortas em cenários históricos onde a motivação dos assassinos nem sempre reflete um explícito “ódio à fé”.

Leão XIV destacou que o autêntico comportamento cristão nunca procura a polarização, optando por desarmar os confrontos através da “eficácia da mansidão”.

“Em contextos culturais indiferentes, a santidade da porta ao lado e o heroísmo silencioso tornam-se argumentos significativos, capazes de interpelar todos, mesmo os mais desconfiados”, sustentou.

O Papa Francisco instituiu, a 3 de julho de 2023, a ‘Comissão dos Novos Mártires – Testemunhas da Fé’, com o objetivo de “elaborar um Catálogo de todos aqueles que derramaram o seu sangue para confessar Cristo e testemunhar o Evangelho”.

OC

Partilhar:
Scroll to Top