Vaticano: Papa denuncia mercantilização da água

Intenção de oração para setembro convida católicos a rezar por direito universal «sem fronteiras»

Cidade do Vaticano, 01 set 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à defesa da água como um direito universal, rejeitando a sua transformação numa mercadoria.

“Pedimos-te perdão porque fizemos dela mercadoria, esquecendo que é um presente universal, um direito sem fronteiras, destinado a todos os teus filhos”, reza Leão XIV na intenção de oração para o mês de setembro, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa.

A divulgação da mensagem assinala o início do Tempo da Criação (1 de setembro).

“Pedimos-te que nos ensines a proteger a água com gratidão, justiça e responsabilidade”, refere o pontífice.

A oração manifesta uma dor profunda perante a realidade de “tantos irmãos e irmãs sem acesso à água potável, que caminham quilómetros para a encontrar, e que adoecem por causa da sua escassez”.

O Papa pede que os católicos sejam “peregrinos do essencial, capazes de viver com sobriedade, denunciando o desperdício e a contaminação”.

Que o nosso cuidado com a água seja sinal de amor ao Criador e compromisso com a vida dos mais pobres, educando novas gerações que valorizem e protejam os recursos da Terra.”

A oração reflete as estatísticas da Organização Mundial da Saúde que confirmam a existência de 2,1 mil milhões de pessoas sem acesso seguro a este bem elementar em todo o mundo.

“Ninguém pode viver sem água, e ninguém deveria morrer devido à sua falta”, sublinhou o padre Cristóbal Fones, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, em nota enviada à Agência ECCLESIA.

O ‘Tempo da Criação’, que une cristãos de várias confissões em iniciativas de oração e ação climática, prolonga-se até ao dia 4 de outubro, data da festa de São Francisco de Assis.

OC

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