Francisco fala em «tragédia» que atinge mais de 150 milhões de menores, em todo o mundo

Foto: UNICEF

Cidade do Vaticano, 13 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa evocou hoje no Vaticano a celebração do  Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho), denunciando uma “tragédia” que atinge mais de 150 milhões de menores, em todo o mundo.

“Não é possível fechar os olhos perante à exploração das crianças, privadas do direito de brincar, de estudar e de sonhar”, referiu, após a recitação da oração do ângelus, perante centenas de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Francisco mostrou-se particularmente impressionado com o número de crianças exploradas no mundo laboral.

“É uma tragédia. 150 milhões. Mais ou menos como todos os habitantes da Espanha, França e Itália, todos juntos”, indicou.

“Isto acontece hoje, tantas crianças que sofrem com isto, explorados no trabalho infantil”, acrescentou o Papa.

A intervenção apelou a um renovado compromisso internacional para “eliminar esta escravatura” do mundo contemporâneo.

Já este sábado, Francisco tinha alertado para o problema do trabalho infantil, através de um  texto divulgadao na rede social Twitter.

“As crianças são o futuro da família humana: cabe a todos nós promover o seu crescimento, saúde e serenidade!”, escreveu, numa mensagem acompanhada pelo marcador (hashtag) #NOChildLabourDay.

As agências da ONU para o trabalho e para a infância alertaram para o aumento do trabalho infantil, em 2020, por causa da pandemia e do fecho das escolas.

“Com o encerramento de escolas, dificuldades económicas e orçamentos nacionais reduzidos em todo o mundo, as famílias estão a ser forçadas a fazer escolhas dolorosas. Pedimos aos governos e aos bancos internacionais de desenvolvimento que priorizem investimentos em programas que possam tirar as crianças da força laboral e voltar à escola”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef, numa intervenção divulgada pelo portal do Vaticano.

O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002.

CB/OC

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