Francisco encontrou-se com responsáveis pela Pastoral Penitenciária em vários países, incluindo Portugal

Foto: Papa lava os pés a um recluso durante celebração da Quinta-feira Santa (arquivo).

Cidade do Vaticano, 08 nov 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco criticou hoje no Vaticano a “estigmatização” de ex-reclusos, falando a responsáveis pela Pastoral Penitenciária da Igreja Católica em vários países, incluindo Portugal

“As nossas sociedades são chamadas a superar a estigmatização daqueles que cometeram erros, porque, em vez de oferecer-lhes a ajuda e os recursos certos para viver uma vida digna, acostumamo-nos a descartá-los”, denunciou o pontífice.

O encontro foi promovido pelo Departamento do Serviço ao Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), sobre o tema “Desenvolvimento humano integral e pastoral penitenciária católica”.

O Papa alertou que muitas pessoas, ao sair da prisão, enfrentam “um mundo que lhes é estranho e também não as reconhece como fiáveis, excluindo-as mesmo da possibilidade de trabalharem para obter um sustento decente”.

“Ao impedir-se que as pessoas recuperem o pleno exercício da sua dignidade, elas são novamente expostas aos perigos que acompanham a falta de oportunidades de desenvolvimento, no meio da violência e insegurança”, lamentou.

Se esses irmãos e irmãs já cumpriram as suas sentenças por infrações, por que razão é que um novo castigo social é colocado sobre os seus ombros, com rejeição e indiferença?”

Francisco disse ainda que a situação das prisões revela o “egoísmo e indiferença” de uma cultura do descarte, considerando errada a opção de “reprimir os transgressores em vez de tentar promover realmente o desenvolvimento integral das pessoas”, reduzindo assim as circunstâncias que “favorecem a realização de ações ilegais”.

A intervenção concluiu-se com uma palavra para famílias dos presos que “são assistidas pastoralmente” ‘pela Igreja Católica num “período de grande provação”.

A Pastoral Penitenciária de Portugal foi representada no encontro por Paulo Neves.

OC

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