Cidade do Vaticano, 26 jan 2020 (Ecclesia) – O Papa recebeu este sábado, no Vaticano, cerca de 350 pessoas para a inauguração do Ano Judiciário do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

No encontro anual, informa o portal ‘Vatican News’, Francisco falou de “casais evangelizadores, em movimento e em escuta ao Espírito Santo, mestres de proximidade e gratuidade”.

“É aquilo de que precisariam as nossas paróquias, sobretudo nas áreas urbanas nas quais o pároco e os seus colaboradores clérigos jamais poderão ter tempo e força para alcançar fiéis que, mesmo declarando-se cristãos, permanecem ausentes da frequência dos sacramentos e desconhecidos – ou quase – do conhecimento de Cristo”, apontou.

A intervenção deu como exemplo duas figuras destacadas no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos (séc. I), Áquila e Priscila, que “evangelizavam sendo mestres da paixão pelo Senhor e pelo Evangelho”.

O Papa interpelou os juízes presentes e questionou se, ao julgar, eles têm estado “próximos do coração das pessoas”, de forma gratuita, ou se foram tomados por interesses económicos e comerciais.

“O juízo de Deus será muito forte sobre isso”, advertiu.

O discurso elogiou o trabalho de movimentos e associações que assumem a formação de casais cristãos, assinalado, por outro lado, que “a paróquia é, por si, o lugar eclesial do anúncio e do testemunho porque é naquele contexto territorial que já vivem casais cristãos, dignos de iluminar” os outros.

OC

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