Francisco agradece trabalho dos missionários em todo o mundo e pede ajuda para os que são «perseguidos»

Cidade do Vaticano, 18 out 2020 (Ecclesia) – O Papa assinalou hoje no Vaticano o Dia Mundial das Missões 2020, celebrado pela Igreja Católica, destacando o trabalho dos missionários e missionárias na construção da “fraternidade”, em todo o mundo.

“Cada cristão é chamado a ser tecedor de fraternidade. São-no, de modo especial, os missionários e missionárias – sacerdotes, leigos, consagrados – que semeiam o Evangelho no grande campo do mundo. Rezemos por eles e ofereçamos-lhe o nosso apoio concreto”, disse Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa manifestou publicamente a sua gratidão pela recente libertação do padre italiano Pier Luigi Maccalli, da Sociedade de Missões Africanas.

“Desejo agradecer a Deus pela tão aguardada libertação do padre Pier Luigi Maccalli. Saudemo-lo com um aplauso”, referiu.

O missionário foi libertado 8 de outubro, no Mali, depois de mais de dois anos em cativeiro às mãos de um grupo jihadista.

“Alegramo-nos também porque, com ele foram libertados outros 3 reféns”, disse o Papa, em referência ao italiano Nicola Chiacchio, à trabalhadora humanitária francesa Sophie Pétronin e ao político maliano Soumaila Cisse.

Francisco convidou a rezar pelos missionários, os catequistas e por todos “os que são perseguidos ou sequestrados em várias partes do mundo”.

A celebração do Dia Mundial das Missões acontece anualmente no terceiro domingo de outubro; os donativos recolhidos nas Missas destinam-se a apoiar o trabalho das Obras Missionárias Pontifícias.

Foto: Lusa/EPA

A mensagem do Papa o 94.º Dia Mundial das Missões, divulgada na última solenidade do Pentecostes (31 de maio), assume que a pandemia de Covid-19 deve ser um “desafio também para a missão da Igreja”.

“Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida”, escreve Francisco.

A mensagem sublinha ainda o impacto da suspensão das celebrações comunitárias, que levou a pensar nas “muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos”.

Num texto com o título ‘Eis-me aqui, envia-me’, passagem do livro bíblico do profeta Isaías (Is 6, 8), Francisco evoca as “tribulações e desafios causados pela pandemia de Covid-19” e recorda a intervenção da bênção especial ‘Urbi et Orbi’ de 27 de março, numa Praça de São Pedro deserta: “Neste barco, estamos todos”.

OC

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