Resultado líquido de 2025 aumentou 55% em relação ao ano anterior e a distribuição do dividendo ao Papa foi 76,1% superior

Cidade do vaticano, 11 mai 2026 (Ecclesia) – O Instituto para as Obras de Religião (IOR) divulgou hoje em comunicado de imprensa o resultado líquido positivo de 51 milhões de Euros no exercício de 2024, tendo destinado 24,3 milhões para apoiar obras de religião e de caridade.
De acordo com o comunicado de imprensa publicado pelo IOR, conhecido como o banco do Vaticano, “os resultados económicos e patrimoniais confirmam a solidez e a trajetória de crescimento constante da instituição”.
“O lucro líquido situações nos 51 milhões de Euros, um aumento de 55,5% em relação a 2024, registando-se o recorde dos últimos dez anos”, indica o comunicado.
De acordo com décima quarta edição do Relatório Anual do IOR, com as demonstrações financeiras relativas a 2025, o montante entregue ao Papa para apoiar obras religiosas e de caridade foi 76,1% maior em comparação com 2024.
“Tendo em conta a solidez dos dados financeiros do Balanço de 2025 e face às necessidades de capitalização do Instituto, a Comissão Cardinalícia deliberou a distribuição ao Santo Padre de um dividendo no valor de 24,3 milhões de Euros, o que representa um aumento de 76,1% em relação a 2024, em consonância com a missão do Instituto de apoiar as obras religiosas e de caridade”, informa o documento.
De acordo com o comunicado de imprensa, o resultado líquido positivo deve-se ao “aumento dos depósitos dos clientes” e resulta também do crescimento da margem de juros, 32,3 milhões de Euros em 2025 e 28,4 em 2024, estando a margem das comissões “em linha” com o ano anterior, 26,2 milhões de Euros; a margem de intermediação foi de 66,3 milhões de Euros em 2025 e, em 2024, 51,5.
Os fundos totais geridos pelo IOR (depósitos, contas correntes, gestão de património e títulos em custódia), ascenderam a 5,9 mil milhões de Euros em 2025, superior aos 5,7 em 2024; o capital próprio do banco aumentou 83,4 milhões de euros em relação a 2024, sendo no fim de 2025 815,3 milhões de Euros.
“Todas as estratégias de gestão de património dos clientes, com todas as linhas de gestão de património em território positivo, confirmam o posicionamento do IOR como um dos principais gestores de património ao serviço de entidades e investidores católicos”, indica o comunicado.
O IOR informa também que as contas receberam um parecer “sem ressalvas” da empresa de auditoria Deloitte & Touche e, no dia 28 de abril de 2026, foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho de Supervisão do Instituto e transmitidas à Comissão Cardinalícia, como indicam os estatutos da instituição.
PR
