Vaticano: «Igreja nunca pode fechar-se em si mesma, mas está aberta a todos» – Leão XIV

Papa apresenta Igreja como sinal de esperança para mundo em guerra

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 11 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa sublinhou hoje a necessidade de abertura e unidade nas comunidades católicas, apresentando a Igreja como sinal de esperança num mundo em guerra.

“Unificada em Cristo, Senhor e Salvador de todos os homens e mulheres, a Igreja nunca pode fechar-se em si mesma, mas está aberta a todos e é para todos”, disse, durante a audiência geral no Vaticano, prosseguindo o ciclo de reflexões sobre a constituição dogmática “Lumen Gentium”, do Concílio Vaticano II.

Leão XIV explicou que a comunidade católica transcende critérios étnicos ou culturais para se basear na comunhão espiritual.

“O seu princípio unificador não é uma língua, uma cultura, uma etnia, mas a fé em Cristo”, sustentou.

O Papa reiterou a vocação universal da instituição, sublinhando a necessidade de acolher as riquezas das diferentes realidades humanas.

“Isto significa que na Igreja há e deve haver lugar para todos, e que cada cristão é chamado a anunciar o Evangelho e a dar testemunho em todos os ambientes em que vive e trabalha”, indicou.

Leão XIV contrastou a convivência de diferentes nacionalidades no espaço eclesial com as tensões do mundo contemporâneo.

“É um grande sinal de esperança, especialmente nos nossos dias, marcados por tantos conflitos e guerras, saber que a Igreja é um povo no qual convivem, pela força da fé, mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas ou culturas”, afirmou.

No final da catequese, o pontífice saudou os peregrinos de língua portuguesa.

“Quando regressardes aos vossos países, guardai esta experiência de unidade e, movidos pela Caridade de Cristo, sede sempre homens e mulheres que buscam a comunhão e a paz”, exortou.

O encontro semanal incluiu uma saudação aos Irmãos de São João de Deus e a bênção da “Tocha Beneditina”, apresentada por uma delegação de autarcas italianos.

Leão XIV manifestou o desejo de que este símbolo inspire “os governantes e os cidadãos a construir uma sociedade baseada nos valores da solidariedade e da concórdia”.

A audiência geral ficou marcada por um apelo à paz no Médio Oriente, com particular atenção à situação no Líbano.

OC

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