Missão Apolo 11 foi caracterizada como um facto «singularíssimo e maravilhoso»

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Cidade do Vaticano, 20 jul 2019 (Ecclesia) – O Homem chegou à Lua há 50 anos e, na altura, o Papa Paulo VI abençoou o feito dos três astronautas que realizaram  o “grande empreendimento espacial”.

“Glória a Deus no alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade! Honra a vocês homens, artífices do grande empreendimento espacial”, foi a mensagem que Paulo VI enviou aos astronautas norte-americanos, depois de assistir ao acontecimento pela televisão.

De acordo com o portal de notícias do Vaticano, o Papa Paulo VI assistiu à chegada dos astronautas à lua no Observatório do Vaticano, onde ouviu os profissionais da NASA a anunciar ao mundo inteiro “The Eagle has landed” (“A águia aterrou”).

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No dia 20 de julho de 1926, três astronautas pisaram a Lua pela primeira vez: Neil Armstrong, comandante da expedição lunar, Edward Aldrin e Michael Collins.

Horas antes da expedição ter aterrado na Lua, o Papa Paulo VI convidava a “a meditar sobre esse extraordinário e admirável evento”, “meditar sobre o cosmo” e sobre um novo mundo, “misterioso, no imenso quadro dos inúmeros séculos e dos espaços sem limites”.

Nesse domingo, no encontro com peregrinos e turistas presentes na Praça de São Pedro, Paulo VI desafiou a pensar sobre o “engenho prodigioso” do homem e sobre a sua “coragem temerária”.

“Faremos bem meditar sobre o homem, sobre seu engenho prodigioso, sobre sua coragem temerária, sobre seu progresso fantástico. Dominado pelo cosmo como um ponto impercetível, o homem domina-o com o pensamento. E quem é o homem? Quem somos nós, capazes de tanto? Faremos bem meditar sobre o progresso”, afirmada o Papa.

Durante a oração do Ângelus, Paulo VI questionou se a eficiência e o progresso científico se transforma em “vantagem” para a pessoa humana, tendo sempre por fundamento a liberdade do “coração do homem”.

“É preciso absolutamente que o coração do homem se torne mais livre, melhor, mais religioso, quanto maior e perigosa é a potência das máquinas, das armas, dos instrumentos que o homem coloca à própria disposição”, afirmou.

No dia 20 de julho de 1969, quando os homens festejavam o triunfo da investigação sobre o cosmos, Paulo VI referia-se a um “dia histórico para a humanidade” e afirmava que o verdadeiro progresso é a fraternidade e a paz.

Uma semana antes de se concretizar a Missão Apolo 11, o Papa afirmava que “o homem é mais misterioso do que a lua”.

No dia 13 de julho de 1969, também durante a oração do ângelus, na Praça de São Pedro, Paulo VI referiu-se ao pensamento que estava na mente de todos, nessa semana: a expedição dos astronautas americanos.

Para o Papa, em causa estava um “pensamento que vai alím da descrição desse facto singularíssimo e maravilhoso”

“O homem, esta criatura de Deus, ainda mais do que misteriosa lua, no centro deste empreendimento, revela-se! Mostra-se gigante. Mostra-se divino, não em si mesmo, mas no seu princípio e no seu destino. Honra ao homem, honra à sua dignidade, ao seu espírito, à sua vida”, afirmou em 1069 Paulo VI.

SN/PR

 

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