Papa lembrou viagem a Hungria e Eslováquia e afirmou que serão « dias sonhados de oração no coração da Europa»

Foto: EPA/HEDAYATULLAH AMID

Cidade do Vaticano, 05 set 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco lembrou hoje a população afegã e afirmou a sua oração para os que procuram “refúgio” e para os “mais vulneráveis”, pedindo aos países que “acolham e protejam uma nova vida”.

“Rezo para que os países acolham e protejam quem procura uma nova vida. Rezo pelos deslocados internos para que recebam a assistência e proteção necessária. Possam os jovens afegãos receber as instruções, bens essenciais para o desenvolvimento humano e possam, todos os afegãos, seja na pátria, em trânsito ou nos países de acolhimento, viver com dignidade, em paz e fraternidade com os seus vizinhos”, afirmou o Papa esta manhã depois da oração do ângelus, no Vaticano.

Nas palavras que dirigiu aos peregrinos, reunidos na Praça de São Pedro, lembrou ainda as populações afetadas pelo furacão Ida, que provocou cerca de 50 vítimas mortais.

“Rezo pelas populações do Estados Unidos da América que foram afetadas pelo furacão. Que o Senhor acolha os defuntos e sustente quantos sofrem esta calamidade”, afirmou.

Francisco recordou ainda que hoje a Igreja católica celebra a memória da Santa Madre Teresa de Calcutá: “Saúdo todas as Missionárias da Caridade, em todo o mundo e o trabalho heroico que realizam”.

O Papa lembrou que no dia 12 de setembro estará em Budapeste, na Hungria, para a missa de encerramento do 52º Congresso Eucarístico Internacional, e depois, seguirá para a Eslováquia, com passagens pelas cidades de Bratislava, Présov, Koesice e Šaštin.

“A viagem à Eslováquia vai concluir-se com a grande celebração popular da virgem adorada”, referindo-se a Nossa Senhora das Dores, celebração marcada para o dia 15 de setembro, feriado nacional da Eslováquia.

“Serão dias sonhados de oração no coração da Europa”, sublinhou, pedindo que a sua viagem seja acompanhada com orações.

Nas palavras após o ângelus, o Papa quis ainda lembrar as festividades judaicas que se aproximam – amanhã o Rosh Hashaná, o Yom Kipur, no dia 15, e o Sucot, a 20 de setembro – saudando os “irmãos judaicos” e manifestando a sua “proximidade”.

Foto: Vaticano

Francisco lembrou também a beatificação, celebrada este sábado, do primeiro beato argentino – “Até que enfim um beato argentino”, o Frei Mamerto Esquiú, frade menor e bispo de Córdoba, “servidor da paz e da fraternidade”.

A oração do ângelus foi antecedida por uma reflexão sobre a escuta, que o Papa Francisco quis dirigir às famílias e a todas as pessoas, em especial aos sacerdotes.

“Vamos pensar sobre a vida familiar: quantas vezes você fala sem primeiro ouvir, repetindo seus próprios refrões, que são sempre os mesmos. Incapaz de escutar, nós dizemos sempre as mesmas coisas. O renascimento de um diálogo muitas vezes passa não por palavras, mas pelo silêncio; Recomeçar com paciência para ouvir o outro, os seus trabalhos, o que ele carrega dentro. A cura do coração começa com a escuta”, sublinhou.

Francisco afirmou que a “surdez interior é pior que a física” porque, indicou, “é a surdez do coração” e pediu que “entre as milhares de palavras” que se escutam todos os dias, se possa deixar “ressoar algumas palavras do Evangelho”.

“Corremos o risco de nos tornar impermeáveis a tudo e não dar espaço a quem precisa ouvir: Estou pensando em crianças, jovens, idosos, muitos que não têm muito necessidade de palavras e sermões, mas para ouvir”, indicou.

LS

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