Maria: Papa lembrou populações com «necessidade especial de serem consoladas e ter esperança»

Leão XIV destacou a Terra Santa, a Ucrânia e a Rússia, e a Colômbia, em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma

Foto: Vatican Media

Castel Gandolfo, Itália, 15 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa lembrou populações, países e regiões, em guerra ou a recuperar de catástrofes naturais, hoje, na Solenidade litúrgica da Assunção da Virgem Maria, que “é para todo o povo de Deus um sinal de esperança e de consolação”.

“Hoje, desejo invocar a sua intercessão maternal em nome das comunidades que têm uma necessidade especial de serem consoladas, e de continuarem a ter esperança”, disse Leão XIV, depois da oração do ângelus, na manhã deste sábado, 15 de agosto, feriado na Itália, na Praça da Liberdade, de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

O Papa, nesta Solenidade da Assunção da Virgem Maria, celebrada hoje pela Igreja Católica, estava a pensar “nos irmãos e irmãs da Terra Santa”, que é também “a terra de Maria”, e nos povos ucraniano e russo, “unidos por uma devoção filial à Santa Mãe de Deus”, os dois países estão em guerra há quatro anos, após a invasão territorial da Ucrânia, a  24 de fevereiro de 2022.

“Penso nos cristãos que sofrem discriminação ou mesmo perseguição. Continuo a rezar nestes dias pelas populações colombianas que sofrem devido ao terramoto”, acrescentou Leão XIV, que tem manifestado a sua solidariedade com a Colômbia, após o sismo de segunda-feira (10 agosto), e já enviou uma primeira ajuda económica de 100 mil euros, através do Dicastério para o Serviço da Caridade (Esmolaria Apostólica).

“Uno-me a estas comunidades e a todas aquelas que vivem em contextos difíceis e, com elas, invoco: ‘Santa Virgem, reza por nós’.”

Leão XIV, que antes da oração mariana do ângelus presidiu à Missa da Solenidade da Assunção da Virgem Maria na paróquia local de São Tomás de Villanova, agradeceu a presença aos fiéis de Castel Gandolfo e aos “peregrinos da Itália e de outros países”: “Obrigado pela vossa presença, obrigado pela vossa oração”.

“Desejo a todos que possam viver um tempo de descanso para revigorar o corpo e o espírito, também com alguma boa leitura, e em contacto com a natureza”, terminou, desejando boa festa.

A Igreja Católica assinala, neste dia 15 de agosto, a solenidade litúrgica da Assunção de Maria, um dogma solenemente definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 e celebrado há vários séculos, numa data que é feriado em Portugal.

(Bensculturais.com) Assunção de Nossa Senhora. Castelo de Paiva, Diocese do Porto

Antes do ângelus, Leão XIV destacou que a Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria é “uma festa de grande importância”, para a Teologia Católica como para a devoção popular, uma data comemorada “intensamente em várias comunidades, especialmente onde a catedral ou a igreja paroquial é dedicada à Nossa Senhora da Assunção”.

Para contemplar este mistério da fé, o Papa indicou os dois modelos iconográficos com que, “ao longo dos séculos, os artistas o representaram”, o primeiro e o mais antigo, “que foi o único durante quase um milénio”, é o da ‘Dormição de Maria’, “aparece deitada, adormecida na morte, à sua volta estão os Apóstolos”, e, no centro, de pé, Jesus ressuscitado segura “nos braços a alma de Maria, como uma criança recém-nascida”, e vai levá-la “para a glória de Deus, ‘no céu’”, como se diz simbolicamente.

“A iconografia mais recente, que se desenvolveu posteriormente no Ocidente, mostra-nos a Virgem Maria de corpo inteiro, no céu, envolta de luz, frequentemente rodeada por anjos e santos; alguns artistas combinaram os dois esquemas, representando, na parte superior, a Virgem gloriosa e, na parte inferior, o seu túmulo vazio, frequentemente repleto de flores multicoloridas, e os Apóstolos com o olhar voltado para ela, no céu”, desenvolveu.

Leão XIV salientou que este segundo modelo de representação da Assunção da Virgem Maria realça “a verdade que foi elevada em corpo e alma, ou seja, na integridade da sua pessoa”, o que permite “contemplar o destino último”.

“A plenitude de vida, que hoje admiramos com alegria em Maria, espera-nos também a nós, no fim dos tempos, quando, como diz São Paulo, Cristo Ressuscitado «transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso» “, explicou o Papa.

CB

Liturgia: Igreja celebra Assunção de Maria

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