Francisco reforça conselho de ter sempre uma edição de bolso dos Evangelhos, para consulta diária

Cidade do Vaticano, 12 jul 2020 (Ecclesia) – O Papa agradeceu hoje a todos os que acompanharam e continuam a ajudar os doentes durante a pandemia de Covid-19.

“Saúdo com gratidão os representantes da Pastoral da Saúde da Diocese de Roma, pensando nos muitos sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos que estiveram e estão ao lado dos doentes, neste período de pandemia”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

“Obrigado pelo que fizeram e pelo que estão a fazer. Obrigado”, acrescentou, perante centenas de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Na sua reflexão dominical, Francisco sublinhou a importância da leitura da Bíblia, em particular dos Evangelhos, na vida dos católicos.

“Tragam sempre com vocês uma edição de bolso dos Evangelhos, na mala, e leiam cada dia uma passagem, para que se habituem a ler a Palavra de Deus e perceber bem qual é a semente que Deus oferece e pensar com que terra a recebo”, recomendou aos presentes.

A intervenção partiu da passagem do Evangelho lida hoje nas igrejas de todo o mundo, a “parábola do semeador”, que lança a semente da Palavra de Deus em quatro solos diferentes.

“Podemos fazê-lo como um caminho, onde as aves vêm imediatamente e comem as sementes. É a distração, um grande perigo do nosso tempo”, indicou o Papa.

Francisco falou também no solo pedregoso, do entusiasmo momentâneo que acaba por ser superficial: “Nele a semente brota depressa, mas também seca rapidamente, porque não consegue criar raízes profundas”.

“Podemos ainda acolher a Palavra de Deus como um solo onde crescem arbustos espinhosos. E os espinhos são o engano da riqueza, do sucesso, das preocupações mundanas… Aí a Palavra permanece sufocada e não dá fruto”, acrescentou.

Para ser um “bom terreno”, disse Francisco, é preciso acolher esta Palavra e colocá-la em prática “na vida quotidiana”.

OC

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