Vaticano: «Estar com Jesus e sair para anunciá-lo é estar com os mais pequenos e esquecidos da sociedade», defende o Papa

«Sejam viciados no encontro com Jesus», pediu Francisco, aos membros do Colégio Pontifício Pio Latino-americano

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 28 nov 2022 (Ecclesia) – O Papa disse hoje que os cristãos devem assumir como missão o anúncio de Jesus e o trabalho com os mais “pequenos e esquecidos da sociedade”.

“Não nos esqueçamos de que ‘estar’ com Jesus e ‘sair’ para anunciá-lo é também estar com os pobres, com os migrantes, com os doentes, com os presos, com os mais pequenos e esquecidos da sociedade, para partilhar com eles a vida e anunciar a eles o amor incondicional de Deus”, destacou, no Vaticano, numa audiência aos 50 membros Colégio Pontifício Pio Latino-americano.

“Jesus está presente naqueles irmãos e irmãs mais vulneráveis, ali espera-nos de modo especial”, acrescentou, num discurso divulgado pelos canais de informação da Santa Sé.

O Papa salientou a “riqueza e a diversidade de toda a Igreja, que caracterizam os povos da América Latina”, na qual os católicos são chamados a ter “um só coração e uma só alma, falar a mesma língua, a língua do amor, e ser discípulos e missionários de Jesus até os confins da terra”.

Francisco pediu aos presentes que rezem todas as noites, “depois de um longo dia, mas para Ele, não para o telemóvel”, revelando que fica triste quando vê “um sacerdote bom, trabalhador, que, cansado, se esquece de ir ao sacrário e vai dormir”.

“Ele tem razão, tem de dormir, mas primeiro cumprimenta, certo? Não ser mal-educado. Por favor, não sejam viciados nesse mundo de fuga, não se viciem, existem vários passos que vão tirando a força. Sejam viciados no encontro com Jesus, Ele sabe do que precisamos e tem uma palavra a dizer-nos em todas as ocasiões”, desenvolveu.

O Papa lembrou também aos membros da comunidade do Colégio Pontifício Pio Latino-americano que devem ser “pastores do Povo de Deus, não clérigos de Estado”, reafirmando que o clericalismo “é uma das piores perversões”.

“O clericalismo é uma forma de mundanidade espiritual. O clericalismo é deformador, é corrupto, e leva a uma corrupção, a uma corrupção engomada, de nariz empinado, que separa do povo e faz você esquecer o povo de onde veio”, explicou.

CB/OC

 

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