Francisco recebeu em audiência o «Instituto Seráfico» de Assis

Cidade do Vaticano, 14 dez 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu no Vaticano uma delegação do ‘Instituto Seráfico’ de Assis (Itália), salientando que a pessoa portadora de deficiência deve estar no “centro da atenção de todos e da política”.

“Se a deficiência ou doença torna a vida mais difícil, esta vida não é menos digna de ser vivida, e vivida em plenitude. É importante ver a pessoa deficiente como um de nós, que deve estar no centro de nossos cuidados e preocupações, e também no centro da atenção de todos e da política. É um objetivo de civilização”, disse o Papa, esta segunda-feira, no Auditório Paulo VI.

Francisco sublinhou que a “solidariedade de muitas pessoas é necessária”, como é o caso dos benfeitores do Instituto Seráfico de Assis, e, naturalmente, “não se pode esperar tudo dos órgãos públicos”, mas o Estado e a administração pública devem fazer a sua parte.

“Não é possível deixar sozinhas tantas famílias obrigadas a lutar para sustentar seus filhos em dificuldade, com a grande preocupação pelo futuro que os espera quando não poderão mais segui-las”, assinalou.

A audiência ao Instituto Seráfico de Assis realizou-se pelos 150 anos da fundação deste organismo, por São Ludovico de Casoria (1814-1885), religioso franciscano, inicialmente dedicado “aos cegos, surdos e mudos”.

Neste contexto, salientou que o Instituto Seráfico “deu grandes passos”, crescendo na sua oferta de serviço para acolher jovens com deficiência grave e múltipla.

“O mais importante é o espírito com o qual todos vocês se dedicam a esta missão. É claro para vocês, como deveria ser para todos, que cada pessoa humana é preciosa, tem um valor que não depende do que tem ou das suas habilidades, mas do simples facto de ser pessoa, imagem de Deus”, desenvolveu.

Segundo Francisco, a lógica do Instituto Seráfico “é o amor” que se aprende do Evangelho na escola de São Francisco de Assis e de São Ludovico: “O amor que sabe ler nos olhos ou nos gestos, antecipa os desejos, não desiste diante das dificuldades, encontra forças para recomeçar todos os dias e se alegra até mesmo com o menor progresso da pessoa que está a ser cuidada”.

“A vida é sempre bela, mesmo com poucos recursos”, prosseguiu.

O Papa lembrou a sua primeira peregrinação a Assis, em 2013, onde reviveu “aquele abraço aos últimos que marcou a vida de São Francisco”.

No âmbito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (3 de dezembro), o Papa publicou uma mensagem e o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé) promove a campanha #IamChurch (sou Igreja).

CB/OC

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