Cardeal Cantalamessa disse que a fraternidade tem de começar no ambiente eclesial 

Foto EPA/Lusa, Celebração da Paixão no Vaticano

Cidade do Vaticano, 02 abr 2021 (Ecclesia) – O cardeal Raniero Cantalamessa afirmou hoje na Celebração da Paixão presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, que “fraternidade católica está ferida”, não pode causa de dogmas, mas porque há opções políticas se sobrepõem à “religiosa e eclesial”.

“Qual é a causa mais comum das divisões entre os católicos? Não é o dogma, não são os sacramentos e os ministérios: coisas que por singular graça de Deus mantemos íntegras e universais. É quando a opção política se sobrepõe à religiosa e eclesial e se defende uma ideologia, esquecendo completamente o sentido e o dever da obediência na Igreja”, afirmou o pregador da Casa Pontifícia.

Foto EPA/Lusa, Celebração da Paixão no Vaticano

O cardeal Raniero Cantalamessa fez hoje a homilia da Celebração da Paixão do Senhor, presidida pelo Papa Francisco no Vaticano, que começou com o momento de prostração do Papa, que marca o início desta celebração.

“A fraternidade constrói-se exatamente como se constrói a paz, isto é começando por perto, a partir de nós, não com grandes esquemas, com metas ambiciosas e abstratas”, afirmou o pregador do Papa.

O pregador da Casa Pontifícia, sublinhou que, para os católicos, a fraternidade tem de começar no seu ambiente e disse que “se há e há um dom ou carisma próprio que a Igreja Católica deve cultivar em benefício de todas as Igrejas é a unidade”.

A reflexão do cardeal Raniero Cantalamessa foi realizada em torno da encíclica do Papa Francisco “Fratelli tutti”, esta Sexta-feira Santa, quando se evoca a morte de Jesus, num dia em que não se celebra a Missa, mas uma cerimónia com a apresentação e adoração da Cruz.

PR

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