«Levaram tudo o que podiam: Utensílios de cozinha, máquinas de lavar roupa, computadores, ar condicionado, artigos litúrgicos», exemplificou o reitor, o padre Ruslan Mykhalkiv

Lisboa, 18 mai 2022 (Ecclesia) – O seminário ucraniano de Vorzel, a 30 quilómetros de Kiev, vai reabrir, em setembro, com o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), depois de ter sido “danificado pelas tropas russas”, e saqueado, no início da guerra.

“Levaram tudo o que podiam. Utensílios de cozinha, máquinas de lavar roupa, computadores e aparelhos de ar condicionado. Os quartos dos seminários foram saqueados e levaram artigos litúrgicos, incluindo um cálice doado por São João Paulo II, quando visitou a Ucrânia em 2001”, disse o reitor do seminário, o padre Ruslan Mykhalkiv.

Segundo o sacerdote, citado pela AIS, depois dos militares russos, os habitantes locais também entraram no recinto do seminário e “levaram o resto, o que é compreensível” porque “não tinham nada para comer”.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, o secretariado português da AIS explica que a fundação pontifícia “assumiu a cobertura dos custos para a reabilitação do edifício” do Seminário do Sagrado Coração de Vorzel, “que foi atingido por dois mísseis”, e para comprar os móveis e de equipamentos que “foram roubados”, após a visita de uma equipa da organização e de uma reunião com o reitor do seminário.

Foto AIS

Os 25 estudantes, professores e funcionários saíram da instituição a 25 de fevereiro, um dia depois de começar a invasão dos militares russos, e com o reitor procuraram refúgio numa aldeia próxima; Depois foram acolhidos noutro seminário no centro da Ucrânia.

A responsável de projetos da AIS na Ucrânia recordou que, desde o início da guerra, têm “dado todo o apoio à Igreja local de ambos os ritos – latino e greco-católico”.

“Primeiro, com apoio de emergência nas zonas de guerra, e para refugiados no oeste do país. Graças aos nossos benfeitores, temos vindo a financiar os custos de transporte, veículos e as atividades extraordinárias de padres e religiosos nos territórios afetados”, explicou.

Segundo Magda Kaczmarek, numa segunda fase, têm ajudado as paróquias e mosteiros na Ucrânia que “abriram as portas aos refugiados, dando-lhes apoio material e espiritual”, e, depois, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre quer “ajudar a reparar os danos”, numa terceira fase.

No seminário de Vorzel já começaram os trabalhos para a recuperação do abastecimento de água, gás e eletricidade que foram também danificados.

CB

Partilhar:
Share