Cardeal Krajewski destaca missão que manifesta proximidade de Francisco às vítimas da guerra

Kiev, 14 abr 2022 (Ecclesia) – O cardeal Konrad Krajewski, esmoler pontifício, entregou hoje uma ambulância a um centro de cardiologia, como oferta de Francisco, em Kiev, destacando que os profissionais de saúde trataram soldados dos dois lados da batalha.

“O diretor disse palavras que ficaram no meu coração: ‘somos médicos e devemos ser como o Bom Samaritano e operar não apenas os ucranianos feridos, o povo e os militares, mas devemos ajudar a todos, até mesmo os russos’”, relatou o enviado do Papa, em declarações ao portal ‘Vatican News’.

” Aprendi muito com ele, valeu a pena viajar milhares de quilómetros de ambulância e ouvir um diretor que falou assim diante de cerca de 150 médicos”, acrescentou.

O cardeal Krajewski conduziu, ele próprio, a ambulância desde Roma; esta é a sua terceira viagem à Ucrânia, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro.

O esmoler pontifício e o núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) em Kiev vão celebrar esta Sexta-feira Santa uma Via-Sacra nos arredores da capital ucraniana, onde a destruição da guerra é visível.

“Basta sair um pouco de Kiev para ver os sinais mais profundos de guerra, até mesmo pessoas sem vida. Amanhã vou tentar chegar a esses lugares e celebrar a Via-Sacra, enquanto o Papa o faz no Coliseu [de Roma]”, adiantou D. Konrad Krajezski.

Com o núncio, de forma privada, faremos a nossa Via-Sacra onde existe a verdadeira Paixão de Jesus, onde as pessoas sofrem e morrem. Terminaremos a Via-Sacra com a estação da ressurreição”.

O enviado do Papa diz que este lhe pediu que passasse a semana inteira na Ucrânia, para viver o Tríduo Pascal com a população.

“A presença é o primeiro nome do amor”, sublinhou.

As comunidades cristãs de rito bizantino, que seguem o antigo calendário juliano, vão celebrar a Páscoa uma semana depois das comunidades ocidentais, num dia que o esmoler pontifício seja um verdadeiro “Domingo da Ressurreição”.

“Aqui o tempo prolonga-se e podemos, por assim dizer, celebrar a Ressurreição de Cristo duas vezes”, referiu o cardeal polaco.

OC

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