António Costa destaca necessidade de mais médicos em Portugal

Lisboa, 14 set 2021 (ECCLESIA) – O primeiro-ministro saudou hoje a criação da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP), num ano em que “as ciências da saúde” foram de capital importância.

“Esta Faculdade abre num ano particularmente importante, onde nunca se pensou que as ciências da saúde e o ensino da medicina fossem tão bem compreendidas como necessidade de todos os portugueses”, disse António Costa, na cerimónia de inauguração que decorreu esta tarde no Campus de Sintra.

O chefe do executivo considerou que tem existido um “progresso no Ensino Superior” na formação de médicos: em 1995, existiam “409 diplomados em medicina, número que subiu para 1700, em 2020”.

“Um esforço que não pode parar e deve impor maior exigência” para se prosseguir o caminho, assinalou António Costa, para quem a sociedade precisa “de mais médicos e há jovens que desejam formar-se em medicina”..

“Este esforço não tem de ser exclusivo do Estado, devendo ser partilhado por instituições de outra natureza e não me surpreende que tenha sido da Universidade Católica Portuguesa a primeira universidade não-pública a criar um curso de medicina, e quero dar-lhe os meus parabéns pelo sucesso”, acrescentou.

O responsável deixou de uma alusão ao longo processo burocrático até que este curso fosse autorizado no país.

“Este momento, em que se chegou ao fim, não é de guerra mas de paz. Contudo, deve ser um momento de não se esquecer as lições aprendidas, porque numa universidade não se aprendem só as lições quando se inicia o seu funcionamento. Aprendem-se também as lições do que se consumiu até termos chegado a este dia”, indicou o chefe de Governo português.

Já o cardeal D. Manuel Clemente, magno chanceler da UCP, destacou no discurso que abriu a cerimónia, com transmissão online, que a nova Faculdade de Medicina representa “um regresso” para a Universidade Católica.

“Não deixa de ser significativo a Universidade Católica ter reunido a iniciativa da Igreja e o reconhecimento do Estado há mais de 50 anos e agora, de novo, em relação à Faculdade de Medicina. Assim justamente aconteceu, quer pela persistência multissecular do ideal universitário, quer pelas vontades que se juntam ao serviço do bem comum”, apontou o cardeal-patriarca de Lisboa.

O responsável deixou uma palavra de “boas-vindas” à Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa”,

“Regressa aonde deve estar, para que seja ainda mais universal”, apontou.

HM/LFS/OC

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