Irmã Cristina Duarte Macrino teme agravamento da situação social e económica do país, depois das cheias

Foto: Lusa/EPA

Maliana, Timor-Leste, 05 abr 2021 (Ecclesia)  – A religiosa portuguesa Cristina Duarte Macrino, das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, disse hoje à Agência ECCLESIA que Timor-Leste viveu uma Páscoa em “sobressalto”, por causa das cheias que provocaram pelo menos 27 mortes.

“Há muitas pessoas que ficaram sem absolutamente nada, não têm o que comer, medicamentos, roupa, não têm casa, portanto a Páscoa foi assim em sobressalto”, relatou a religiosa, atualmente na Missão em Memo, Maliana, próximo da fronteira com a Indonésia.

Segundo os últimos dados do Governo timorense, as cheias que assolaram Timor-Leste causaram pelo menos 27 mortos em todo o país e mais de sete mil desalojados na capital; na Indonésia há registo de 70 vítimas mortais.

A irmã Cristina Duarte Macrino destaca a impacto desta “calamidade”, que se soma às “restrições” impostas pela Covid-19, com “muita gente desalojada.

Neste momento estão já em andamento vários contactos para alojar em espaços de congregações religiosas grupos de desalojados que estão em armazéns ou garagens.

As chuvas deixaram várias estradas cortadas, que desabaram, o que deve provocar um problema do abastecimento noutros distritos timorenses, já que há uma grande dependência de Díli.

“Vai ser mais uma agravante, para toda a gente”, adianta a religiosa portuguesa.

As “restrições” colocadas pela pandemia – que levaram a “escassez de bens” e desemprego – incluem uma cerca sanitária em Díli, que impede o acolhimento de várias pessoas em casas de familiares, fora da capital, tornando a situação “mais complicada”.

A missionária portuguesa elogia a “grande devoção” na vivência da Quaresma e da Páscoa, nas três dioceses timorenses, num país de maioria católica.

A irmã Cristina Duarte Macrino vive numa comunidade com a irmã Olivia Miranda e oito aspirantes; as religiosas têm projetos nas áreas da educação e da saúde, apoiando uma população de cerca de 6 mil pessoas, na missão.

PR/OC

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