José Luís Nunes Martins

Estamos condenados a ter que escolher, quase sempre, antes de termos as informações necessárias a uma decisão sensata.

O elemento mais importante na construção do que somos é a decisão. As escolhas. Não tanto pelo seu resultado, mas pelos valores que as determinaram.

Não há condições perfeitas para avaliar as opções. É sempre um risco. Amanhã saberemos sempre mais e melhor sobre o que temos de escolher hoje.

O tempo é um mar onde temos de navegar, escolhendo o destino e o melhor caminho a cada dia. As correntes, ventos e marés estão sempre a mudar, por isso importa estar atento e ajustar tudo o que de nós depende, para não nos deixarmos levar para onde não queremos, ainda que isso implique sacrifícios.

Há pessoas que se condenam por todas as suas decisões. Algumas porque julgam sempre que as outras alternativas seriam melhores, mas só o julgam porque não foram por lá! Outros pensam que os erros lhes mancham a dignidade.

Quantas decisões definitivas tomamos sem sequer nos esforçarmos por saber o que podemos saber e sem termos consciência de que o sucesso e o fracasso não dependem apenas de nós?

Chegamos a pensar que quanto mais fé e menos saber colocamos numa escolha mais nobre ela é. No entanto, cabe-nos fazer a nossa parte e não embarcar em palpites demasiado irracionais, pois uma coisa é não sabermos tudo, outra, bem diferente, é escolher como se não conseguíssemos saber nada.

Por vezes, ainda que não consigamos decidir bem, importa decidir no tempo certo. A indecisão é muito mais pesada do que a maior parte das más decisões. De que serve uma boa decisão demasiado tarde?

Face a uma decisão errada, o que decides? Culpar-te, desculpar-te ou tentar compreender o que se passou?

Uma decisão não estará completa até que a passes à prática.

Decidir ainda não é mudar o estado e rumo das coisas.

 

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