Rede Cuidar da Casa Comum promoveu caminhada «Passos pela Paz» nas margens do Mondego

Coimbra, 27 set 2026 (Ecclesia) – O coordenador da Rede Cuidar da Casa Comum (RCC) na Paróquia de Santo António dos Olivais, em Coimbra, disse que cada um tem de dar “os seus passos pela paz”, propondo o conceito de suficiência, mais do que eficiência.
“Fala-se muito de eficiência e cada vez temos de começar a falar mais de suficiência. Dá que pensar, mesmo a nível cristão: nós falamos mais de frugalidade, de sobriedade, mas este conceito de suficiência pode ser interessante”, afirmou Secundino Correia.
O dinamizador da RCC, em Coimbra, afirmou que é necessário promover estilos de vida simples, certo de que nem sempre é preciso “tanta coisa”.
“Nós vamos ao supermercado com uma lista e depois trazemos o dobro das coisas que estavam na lista. O que precisávamos é o que estava na lista! O resto foi porque a publicidade nos enganou e nos levou a consumir”, alertou.
Secundino Correia desafiou à atenção aos processos de produção do que é mais barato, alertando para a ética na relação laboral ou para atitudes de escravatura.
“Mesmo nas minhas escolhas diárias de consumo, eu tenho de ter esta ética de refletir de onde é que isto veio, quem é que o produziu, em que condições, preciso realmente deles? E depois optar por produtos mais sustentáveis: podem ser eventualmente mais caros, mas que sejam mais duráveis e que, se possível, tenham sido produzidos na proximidade”, afirmou.
O encontro ‘Também Somos Terra’ decorreu na Paróquia de Santo António dos Olivais, em Coimbra, com uma proposta de reflexão sobre a água e o clima, tema para a iniciativa ecuménica ‘Tempo da Criação’, que começou no início de setembro e termina no dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis.
O encontro contou com as intervenções de Pedro Bringue do Amaral e Marta Panão, durante o qual foi partilhado o conceito de suficiência, quando se considera com frequência apenas a eficiência.
De tarde, os participantes e outros grupos da cidade realizaram a caminhada ‘Passos pela Paz 2026’, desde a Mata do Choupal até ao Convento de São Francisco, na cidade de Coimbra.
“Esta caminhada ‘Passos pela Paz’ quer-nos fazer lembrar que é preciso que cada um de nós dê os passos. Se estamos à espera que os políticos resolvam os problemas do mundo, não vão resolver. Cada um tem de fazer o seu papel, dar os seus passos e, sobretudo, começar por uma conversão interior, por adotar novos estilos de vida, mais sóbrios, mais frugais, porque só assim é que pode haver justiça. E a água é um exemplo concreto”, afirmou.
A caminhada ‘Passos pela Paz’ decorreu ao longo do passeio reabilitado da beira-rio, na cidade de Coimbra, sendo realizadas sete paragens ao longo do percurso, com diferentes intervenientes a apresentar “a importância da água”, assim como são encarados “os desafios da justiça climática”, propondo “compromissos concretos”.
PR





