Papa Francisco recorreu ao Twitter para sublinhar que «a eutanásia e o suicídio assistido são uma derrota para todos»

Cidade do Vaticano, 05 jun 2019 (Ecclesia) – O Vaticano lamentou a morte da jovem holandesa Noa Pothoven, de 17 anos, que decidiu pôr fim à sua vida, em consequência de abusos sexuais que sofreu a partir dos 11 anos.

“A morte de Noa é uma grande perda para qualquer sociedade civil e para a humanidade. Devemos sempre afirmar as razões positivas da vida”, refere uma nota divulgada pela Academia Pontifícia para a Vida.

Na rede social Twitter, o Papa publicou uma mensagem em que alude, indiretamente, a esta situação.

“A eutanásia e o suicídio assistido são uma derrota para todos. A resposta a que somos chamados é nunca abandonar aqueles que sofrem, não desistir, mas cuidar e amar para restaurar a esperança”, escreveu Francisco.

O portal ‘Vatican News’ publicou uma peça sobre o caso, criticando “uma sociedade que abandona”, alertando para confusões no atual debate sobre “eutanásia e suicídio assistido” que levam a “distorcer palavras como liberdade e ajuda”.

O texto evoca a história da falecida adolescente, “violada três vezes”, como conta na autobiografia “Winnen of leren” (ganhar ou aprender), considerando que “nessas páginas não há apenas dor, mas também o desejo de respirar”.

Uma sociedade que se autodenomine civilizada, evoluída, deve fazer isto: proteger, ajudar aqueles que são mais fracos, desamparados, frágeis. Isso obviamente tem um custo, em termos de estratégia, pessoas, investimentos, recursos; nesse sentido, uma injeção certamente tem um impacto menor”.

O ‘Vatican News’ cita o Papa Francisco, sublinhando que “o processo de secularização ao absolutizar os conceitos de autodeterminação e autonomia levou muitos países a um aumento da procura de eutanásia como afirmação ideológica da vontade de poder do povo”.

OC

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