Porto, 29 mar 2019 (Ecclesia) – A Direção Regional de Cultura do Norte associa-se à campanha nacional da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) de recolha de material educativo e escolar para as crianças moçambicanas afetadas pelo ciclone Idai.

“A Direção Regional de Cultura do Norte manifesta a sua total solidariedade para com o povo moçambicano e disponibiliza os museus e monumentos sob sua gestão como pontos de recolha do material – cadernos, livros, canetas, lápis, marcadores, entre outros”, lê-se na nota enviada à Agência ECCLESIA.

Neste contexto, apela “à solidariedade de todos” e pede que doações sejam feitas em diversos locais: Casa Allen (Porto), Mosteiro da Serra do Pilar (Vila Nova de Gaia), Mosteiro de Tibães (Braga), Museu do Abade de Baçal (Bragança), Museu de Alberto Sampaio (Guimarães), Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa (Braga), Museu dos Biscainhos (Braga), Museu de Lamego, Museu da Terra de Miranda (Miranda do Douro) e Paço dos Duques (Guimarães).

Segundo a nota recebida, o material recebido vai ser entregue à Associação Portuguesa de Museologia, que está a dinamizar uma campanha “junto de todos os museus, palácios e monumentos” nacionais, e vai encarregar-se do envio para a cidade da Beira, “a mais atingida pela passagem do Ciclone Idai”.

Moçambique foi o país mais afetado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira.

As autoridades moçambicanas adiantaram que o ciclone afetou cerca de 800 mil pessoas no país, mas as Nações Unidas estimam que 1,8 milhões precisam de assistência humanitária urgente.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

CB

Solidariedade: Campanhas para ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique

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