Grupo de voluntários serve duas refeições por semana e distribui cabazes alimentares

Santarém, 15 Jan 2021 (Ecclesia) – O coordenador do «+Coração», um grupo de voluntários de Santarém que serve duas refeições semanais aos mais necessitados, considera que estas ações são uma forma de trabalhar “o Evangelho com as mãos, com os rostos e com o carinho”.

Este grupo nasceu em 2013, quando um grupo de leigos percebeu “que existiam na cidade muitas pessoas com dificuldades, ainda que não fossem sem-abrigo”, contou à Agência ECCLESIA João Diogo.

Semanalmente, às terças e quintas-feiras, o «+Coração» confeciona dois jantares para estas pessoas fragilizadas (cerca de 40) no salão da igreja da Piedade, na cidade de Santarém.

Até março de 2020, a refeição era servida no salão, mas com a pandemia as refeições passaram a ser entregues na porta lateral da Igreja, em sistema take-away por razões de segurança.

“Desde a primeira hora que foi sempre possível fazer uma refeição completa (sopa, prato e sobremesa) para estas pessoas, graças à generosidade de indivíduos e empresas”, relata João Diogo.

Foto: Agência ECCLESIA/LFS

Os mais necessitados recorrem “à porta do abrigo” que é a Igreja porque, “como se costuma dizer, não se consegue evangelizar estômagos vazios”, realçou o coordenador do «+Coração», cujos membros se apresentam como “intermediários e o rosto da comunidade”, porque todos colaboram de múltiplas formas.

Para além das refeições, o «+Coração» distribui, mensalmente, cabazes de ajuda alimentar a cerca de 25 famílias carenciadas, o que representa um apoio a cerca de 100 pessoas.

Desempregada devido à pandemia, Teresa Lourenço é uma das pessoas que recorre ao «+Coração» para levar o seu cabaz alimentar.

“Tenho dois filhos menores e preciso muito desta ajuda”, confidenciou à Agência ECCLESIA.

Médica aposentada, Maria Alzira Reis está no «+Coração» há poucos meses e colabora na confeção das refeições, “uma forma de ajudar os mais necessitados”.

A voluntária sublinha que, devido à pandemia, “as situações sociais e económicas vão ficar cada vez piores”.

Antes dos confinamentos provocados pela Covid-19 existia uma maior proximidade entre os carenciados e os voluntários, como recorda João Diogo, e “além de tomarem a refeição, as pessoas falavam e, algumas, contavam a sua história de vida”.

“Estas pessoas quer haja pandemia, quer não haja pandemia, necessitam de alimentos e de apoio” por isso o «+Coração» teve “de se reinventar”, reforçou o coordenador.

Com cerca de 40 voluntários, este grupo sociocaritativo da Igreja, em Santarém, está distribuído pela escala da cozinha e do acolhimento.

Cada voluntário desempenha as suas funções e todos os contributos “são importantes” porque, “infelizmente, os pedidos não param de crescer nestes oito anos de atividade”, concluiu João Diogo.

LFS/OC

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