Confederação internacional alerta para agravamento de crises humanas que afetam milhões de pessoas

Foto: Caritas.org

Lisboa, 18 ago 2022 (Ecclesia) – A confederação internacional da Cáritas assinalou o Dia Mundial da Ajuda Humanitária (19 de agosto), evocando os seus “heróis locais”, na resposta a crises humanas que afetam milhões de pessoas.

“Os trabalhadores da Cáritas estão sempre presentes no mundo, em todos os lugares e em todos os momentos: antes, durante e depois das crises”, refere Aloysius John, secretário-geral da ‘Caritas Internationalis’, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A organização católica está presente em 200 países e territórios, incluindo Portugal, para “proteger e promover a dignidade humana”, em particular junto dos mais pobres e vulneráveis.

O Dia Mundial da Ajuda Humanitária é celebrado com uma campanha intitulada “Os nossos heróis locais”, no site www.caritas.org e nas redes sociais.

“Eles estão ao lado das comunidades e fazem parte delas, oferecendo não apenas ajuda humanitária, mas trabalhando também para o desenvolvimento sustentável, a construção da paz e a coesão social. Eles oferecem os seus serviços, e até mesmo as suas vidas, pela causa da pessoa humana”, realça o secretário-geral da ‘Caritas Internationalis’.

A mensagem alerta para o impacto global das crises provocadas pela guerra na Ucrânia, a pandemia de Covid-19 e as alterações climáticas.

“A crise da Ucrânia mostrou como os alimentos se tornaram uma arma política, agora que o acesso a alimentos adequados para milhões de pessoas está em jogo. Os mais afetados são os mais pobres, privados do acesso às necessidades mais básicas, resultando em sérios riscos para saúde”, adverte Aloysius John.

Foto: Caritas.org

A Cáritas nota que, além das crises recentes, há outras que duram anos ou mesmo décadas, como as da Síria, Venezuela, República Centro-Africana e República Democrática do Congo.

“Hoje, o nosso mundo enfrenta uma tragédia humana na qual as pessoas estão a perder o seu direito de viver com dignidade”, lamenta o secretário-geral da ‘Caritas Internationalis’.

A Cáritas deixa votos de que o Dia Mundial da Ajuda Humanitária proporcione uma oportunidade para “enfrentar a questão dos direitos humanos fundamentais através de ações apropriadas”.

OC

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