Assinala-se este sábado o Dia Internacional da Caridade, na memória de Madre Teresa de Calcutá

Foto: Lusa

Lisboa, 04 set 2020 (Ecclesia) – A Cáritas Portuguesa assinala este sábado o Dia Internacional da Caridade e quer lembrar as pessoas que cuidam dos mais “vulneráveis”, “pobres, doentes, isolados, marginalizados” e os que foram afetados pela pandemia.

“Neste dia homenageamos todos aqueles que estão na linha da frente na defesa dos mais vulneráveis, em todo o mundo. Homens e mulheres para quem os mais pobres, doentes, isolados, marginalizados, são a imagem do amor que materializa a missão e a identidade da Cáritas”, afirma a Cáritas Portuguesa em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O Dia Internacional da Caridade foi instituído pela ONU, Organização das Nações Unidas, em 2012, assinalando-se anualmente a 5 de setembro na data da morte de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), padroeira da Cáritas em todo o mundo.

“Por todo o mundo multiplicam-se as situações de vulnerabilidade para quem presta e para quem pede auxílio. A Cáritas pede que, neste dia, ninguém deixe de ter um gesto de auxílio em favor de quem esteja em necessidade. Uma visita, um donativo, um abraço, uma diligência, …são algumas das formas de viver, de verdade, este dia. Neste dia que ninguém em sofrimento seja esquecido”, afirma o presidente da instituição, Eugénio Fonseca, no comunicado.

Neste dia a instituição de ação social da Igreja católica quer lembrar as pessoas fragilizadas, em Portugal, que, por causa da pandemia do Covid-19, lidam com problemas de saúde, mas também emocionais e, “particularmente, os que vivem a angústia das gravíssimas consequências económicas”.

“Uma preocupação muito grande com o aumento exponencial de pessoas com diferentes debilidades na área da saúde mental, dadas as incapacidades estruturais em responder, atempadamente, às necessidades de já milhares de pessoas a precisar de auxílio”, manifesta o comunicado.

A Cáritas Portuguesa acompanha ainda a situação internacional, em especial a população de Cabo Delgado, em Moçambique.

“Os efeitos da passagem dos ciclones Idai e Keneth são ainda uma marca e a população vive agora confrontada com o medo provocado pelos ataques terroristas, em Cabo Delgado”, recorda.

Para a Cáritas, o Dia Internacional da Caridade é uma oportunidade para “lembrar as muitas situações, no mundo inteiro, onde as circunstâncias de vida são especialmente difíceis e exigem uma atenção e uma ação particular”.

No Dia Internacional da Caridade “todos os colaboradores e voluntários da Cáritas renovam o seu compromisso com o serviço ao outro”, inspirados na madre Teresa de Calcutá, “mulher que fez do serviço a alegria da sua vida”.

Madre Teresa de Calcutá, religiosa que se distinguiu pelo serviço aos pobres, foi canonizada pelo Papa Francisco, a 4 de setembro de 2016, no Vaticano, e recebeu o Prémio Nobel da Paz, em 1979.

LS

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