«Tentamos reduzir os fatores que possam colocar em risco estas crianças e jovens, envolvendo toda a família» explica a diretora executiva, Carmelita Dinis

Porto, 07 jul 2021 (Ecclesia) – O Movimento Defesa da Vida (MDV) conseguiu que 163 crianças e jovens permanecessem nas famílias, de 180 “em risco de serem institucionalizados”, no Porto e Vila Nova de Gaia, entre julho de 2017 e outubro de 2020.

“Tentamos reduzir os fatores que possam colocar em risco estas crianças e jovens, envolvendo toda a família na resolução de problemas”, explica a diretora executiva do MDV, Carmelita Dinis, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A IPSS contabiliza que “180 crianças e jovens do Porto e Vila Nova de Gaia em risco de serem institucionalizados” foram acompanhados pelo ‘Projecto Família®’, um programa de apoio com vista à preservação familiar, entre julho de 2017 e outubro de 2020, e “163 permaneceram em seio familiar, mais 55 crianças do que o inicialmente acordado com os investidores”.

O MDV salienta que “91% das crianças continuaram a viver em casa com a família”.

Em 2017, o projeto foi financiado por um Título de Impacto Social (TIS), uma ferramenta da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social que envolve parceiros públicos e privados, e, no final de três anos, permaneceram na família “mais 55 crianças do que o inicialmente acordado com os investidores”.

O ‘Movimento Defesa da Vida’ adianta que existiam crianças em situações de risco associadas “à negligência parental, conflitos familiares e problemas de comportamento dos filhos”, e a sinalização foi realizada pelas Comissões de Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ), tribunais ou Equipas Multidisciplinares de Apoio Técnico aos Tribunais (EMAT).

A participação das famílias encaminhadas para o projeto é voluntária e a intervenção inicia-se com “seis semanas de apoio intensivo à família”, e vai tornando-se espaçado no tempo.

O ‘Projecto Família®’, que pretende “evitar a institucionalização desnecessária de crianças e jovens”, foi implementado pelo Movimento de Defesa da Vida, em 1996, conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Banco Montepio, que financiam o projeto gerido pela MAZE, empresa de investimento de impacto com atuação no desenho de serviços públicos e gestão de Títulos de Impacto Social.

O MDV adianta que tem por objetivo “formar equipas de serviços de proximidade” na metodologia do ‘Projeto Família’ e Carmelita Dinis assinala que uma metodologia “semelhante à que foi utilizada no TIS, adaptada ao financiamento disponível em cada região, está a ser utilizada no distrito de Lisboa, nos concelhos de Almada, Seixal e Gondomar”.

“A continuidade do ‘Projeto Família’ na zona do Porto é o nosso próximo foco e estamos a trabalhar com os parceiros nesse sentido”, conclui a diretora executiva da instituição particular de solidariedade social.

CB/OC

 

 

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