Cardeal patriarca de Lisboa presidiu à celebração da Paixão do Senhor pedindo “presença orante” junto à cruz

Foto: Patriarcado de Lisboa

Lisboa, 10 abr 2020 (Ecclesia) – O Cardeal-Patriarca de Lisboa, na celebração da Paixão do Senhor, recordou como a “cruz era inevitável” mas apontou como sinal que “reanima e alenta”.

Tudo nela cabe: dores e esperanças, caminhos e descaminhos, também o sofrimento que a pandemia trouxe, e a grande coragem de quem a combate”, disse D. Manuel Clemente.

Citando que “a cruz era inevitável porque inevitável somos nós”, D. Manuel Clemente assumiu a “dificuldade de dizer alguma coisa além do silêncio meditativo” nesta sexta-feira Santa e apontou que a “Cruz eleva-se sempre na transcendência divina”.

“Acontece agora, quando entre tantos trabalhos e canseiras, entre tantos planos e percalços, a lembrança da Cruz nos reanima e alenta. Acontece agora, acontece sempre. Só isto explica porque é que um sinal de morte, e morte tremenda, acabou por se impor: impôs-se por si só, e contra toda a expetativa humana, percorrendo os séculos e esperando-nos no futuro”, afirmou.

O cardeal-patriarca de Lisboa, perante uma Sé vazia devido à pandemia Covid-19, pediu a presença orante junto à Cruz. 

“A verdade do que ouvimos e contemplamos requer sempre, requer hoje, a nossa presença junto da Cruz: da Cruz que se ergue neste mundo assolado por tão grave epidemia, presença orante e solidária: orante, pois com Cristo olhamos o Pai: solidária, pois com Cristo olhamos a todos. Fixemo-nos no Crucificado que em cada um nos alcança”.

 

SN

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