«O carisma da paz permanece sempre atual», realça o padre Carlos Filipe Silva

Almada, 31 jan 2020 (Ecclesia) – O reitor do Santuário Nacional de Cristo Rei, na Diocese de Setúbal, lançou uma nova identidade visual do local de culto, peregrinação e turismo em Almada, procurando o “resgate da sua história e do seu carisma originários”.

“Com este novo logótipo, procuramos resgatar os elementos essenciais que presidiram à ideia do projeto de construção deste monumento dedicado a Cristo Rei; as razões objetivas que há 60 anos levaram tantos portugueses a participar com as suas ofertas na campanha nacional”, explica o padre Carlos Filipe Silva.

Na página do Santuário de Cristo Rei, o reitor assinala também que “o carisma da paz permanece sempre atual” e, também hoje, procuram “este dom de Deus” para o mundo “sempre ameaçado pelo drama da guerra”.

“A partir do sentir e do pensar do Coração do Cristo, projetamo-nos confiadamente no futuro que Deus reserva para este santuário”, acrescentou o padre Carlos Filipe Silva, que foi nomeado reitor em julho de 2019.

O Santuário de Cristo-Rei foi inaugurado a 17 de maio de 1959, como um sinal de gratidão nacional pelo dom da paz, após a II Guerra Mundial.

A ideia da construção do Santuário de Cristo Rei surgiu em setembro de 1934, depois do cardeal Cerejeira ter visitado o monumento erguido a Cristo no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro.

A 20 de abril de 1940, os bispos de Portugal fizeram o voto de que, se Portugal fosse poupado da II Guerra Mundial, iriam erguer sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus.

Após o fim da II Grande Guerra, em maio de 1945, os bispos anunciaram  na ‘Pastoral Coletiva’ de 18 de janeiro de 1946 a decisão de cumprir o voto de construir o Monumento a Cristo Redentor e no dia 18 de dezembro de 1950 foi lançada a primeira pedra do Cristo Rei.

A inauguração foi participada por cerca de 300 mil pessoas e prolongou-se por cinco dias; na manhã do dia 17 de maio 1959, o cardeal Cerejeira presidiu a uma Missa no Mosteiro dos Jerónimos, com todos os bispos de Portugal, o Núncio Apostólico e uma radiomensagem do Papa João XXIII.

“Este monumento proclamará perpetuamente, por solene voto, o milagre da paz”, disse o cardeal Cerejeira, patriarca de Lisboa, na oração de consagração.

A escultura de Cristo Rei, que está no topo do monumento com 110 metros de altura, é da autoria de Mestre Francisco Franco e a imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na Capela do Monumento, do Mestre Leopoldo de Almeida.

CB

Cantata a Cristo Rei pela celebração dos 60 anos do monumento em sua honra

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