Exposição sobre a vida e obra do franciscano está patente até dia 29 de agosto

Setúbal, 14 ago 2020 (Ecclesia) – O comissário da exposição “Frei Agostinho da Cruz e a Espiritualidade Arrábida”, Ruy Ventura disse à Agência ECCLESIA que o franciscano foi um “poeta espiritual e ascético”, em “luta consigo para alcançar Deus”.

“Frei Agostinho da Cruz está ao nível do Camões, ele é um vulto muito diferente e mais novo do que Camões, está ao mesmo nível na poesia espiritual, e não é poesia beata é de experiência pessoal, de relação com Deus e com os outros”, refere.

Ruy Ventura não vê no franciscano um “poeta místico” mas entende um poeta espiritual e ascético, “constantemente em luta consigo para alcançar Deus”.

Considerado como um “franciscano livre”, Frei Agostinho da Cruz fugiu às grandezas, resolvendo “ir para frade por decisão própria”. 

“Ele vive 45 anos quase ignorado no convento Santa Cruz, em Sintra, e, já velho, quando se aproxima da Arrábida, é nos últimos 14 anos que se torna uma referência na sua época”, afirma. 

Durante a sua vida Frei Agostinho da Cruz tinha pedido “várias vezes” para ir para a serra da Arrábida “sendo-lhe sempre recusado”.

“Quem entende aquela serra acaba por ter uma vida mais plena e foi isso que aconteceu com frei Agostinho da Cruz”, defende Ruy Ventura. 

A evocar os 400 anos de nascimento de Frei Agostinho da Cruz e os 480 anos da sua morte está patente a exposição “Frei Agostinho da Cruz e a Espiritualidade Arrábida” que apresenta manuscritos, livros impressos dos séculos XVI e XVII, bem como peças de arte sacra e propõe uma visita à vida e obra do franciscano. 

“A exposição junta vários elementos importantes para entender a espiritualidade da serra e dos frades arrábidos franciscanos, conhecer a vida e obra de Frei Agostinho da Cruz, que é quem guia na exposição e permite ver que tudo isto é uma semente, que saiamos da exposição de maneira diferente”, propõe o comissário. 

A exposição sobre «Frei Agostinho da Cruz e a Espiritualidade Arrábida» está patente ao público no Museu do Oriente, em Lisboa, até dia 29 de agosto, e este domingo, 16 de agosto, é o mote do programa 70×7, na RTP 2, pelas 17h25.  

PR/SN

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