D. José Ornelas sublinha esforços de solidariedade das autoridades e sociedade civil

Foto: Lusa

Setúbal, 24 mar 2019 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal anunciou hoje, em carta enviada ao clero diocesano, que parte da renúncia quaresmal vai ser encaminhada para a Arquidiocese da Beira, em Moçambique, para ajuda às vítimas do ciclone Idai.

“Nos últimos dias, temos recebido informações dramáticas sobre as consequências trágicas do ciclone que atingiu a região central de Moçambique e outras zonas de países vizinhos, com especial gravidade na cidade da Beira”, refere uma nota assinada por D. José Ornelas.

O responsável saúda a mobilização das autoridades e da população portuguesa, “para prestar a ajuda possível e tão necessária a quem se encontra em condições tão extremas”.

“Também nós, comunidade cristã de Setúbal, sentimos certamente o apelo destes irmãos e irmãs e somos desafiados a partilhar, segundo as nossas possibilidades, para aliviar as ingentes dificuldades destas pessoas”, pode ler-se na mensagem.

Os donativos recolhidos nas comunidades católicas durante o tempo de preparação para a Páscoa vão, assim, ajudar a Igreja da Venezuela, “na crise extrema dos pobres que a ela recorrem” e auxiliar a Diocese da Beira “a minorar as carências das vítimas do recente temporal”.

O objetivo de contribuir para o fundo de emergência da Diocese, originalmente previsto nesta renúncia quaresmal, “poderá ser parcialmente ajudado pelo peditório da Cáritas e será tido em conta por outras formas de ajuda”, indica D. José Ornelas.

“Que o Senhor nos acompanhe, no caminho de Quaresma que estamos a percorrer, abrindo o nosso coração à sua Palavra e ao seu Perdão e igualmente às necessidades de quem, de perto ou de longe precisa da nossa atenção e da nossa ajuda”, conclui o bispo de Setúbal.

Em Moçambique, o número de mortos subiu hoje para 446; no Zimbabué foram contabilizadas 259 vítimas mortais e no Maláui as autoridades registaram 56 mortos, tratando-se ainda de números provisórios.

O ciclone Idai, na noite de 14 de março, afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos; a área submersa em Moçambique é de cerca de 1300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

De acordo com as informações vindas da Cáritas Moçambicana, as principais necessidades das famílias afetadas são alimentos, água, roupa, abrigo, utensílios de cozinha e de higiene.

OC

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