Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa destacou impacto da pandemia nas famílias

Barreiro, 25 dez 2020 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal presidiu hoje à Missa de Natal na Paróquia de Santo André do Barreiro, onde desafiou à construção de uma humanidade “mais justa, mais fraterna”, a partir também das dificuldades da pandemia.

  1. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), pediu que haja Natal “nos hospitais, nos lares, nas casas de quem vive sozinho, nas habitações sem condições, dos mais pobres, dos sem teto e dos imigrantes”.

O responsável católico evocou ainda quem perdeu o emprego, os responsáveis pela gestão da saúde, os políticos, as famílias afetadas pela Covid-19.

“Aprendamos a cuidar dos outros”, apelou, na homilia da celebração, com transmissão televisiva.

O bispo de Setúbal sublinhou que o Natal não faz esquecer os problemas, o impacto da pandemia, mas apresenta um “projeto de mundo novo”.

“O desconforto, a ansiedade e o receio abriram-se à alegria imensa do surgir da vida e da esperança, pelo nascimento de Jesus”

Descobrir os sinais de Deus a partir da “difícil situação de pandemia”, com a “possibilidade de mudar, de transformar-se”, a partir de cada um, precisou.

Para o especialista no estudo da Bíblia, a mensagem fundamental em cada Natal é “fazer encarnar o Natal histórico de Jesus na realidade concreta de cada ano”.

Jesus, referiu, veio “assumir as vicissitudes do seu tempo”, com alegrias e esperanças, dramas e desilusões; antes do seu nascimento, em Belém, Maria e José também enfrentaram “contrariedades” inesperadas, por causa do recenseamento imposto por Roma, “longe da sua casa”.

“O Filho de Deus, o senhor do universo, não entra solenemente no mundo”, mas inicia a sua presença “como criança que precisa de ser cuidada, para subsistir”, apontou D. José Ornelas.

“Cuidando da fragilidade, cuida-se do futuro, cuida-se do mundo, cuida-se de Deus e do seu projeto”, acrescentou o presidente da CEP.

No final da Missa, o responsável rezou pelas vítimas da pandemia e admitiu que “os próximos meses não vão ser fáceis”.

“A todos quero desejar um Santo e Feliz Natal. Que o Senhor – que veio para o meio de nós, para cuidar de nós, para cuidar da nossa fragilidade, da humanidade inteira sempre frágil – nos dê a alegria de nos sentirmos acarinhados por Ele”, concluiu.

OC

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