Fátima Rodrigues ajuda na integração da comunidade imigrante em Alpiarça através do ensino da língua portuguesa

Santarém, 04 mar 2021 – Fátima Rodrigues era professora e, após a aposentação, está a “fazer o que mais gosta”, a ensinar “português para novos portugueses”, e refere que “a Cáritas não serve só para dar comida”.

Por iniciativa da Cáritas Diocesana de Santarém, a Paróquia de Alpiarça iniciou o curso “Português para novos portugueses”, que ajuda na integração da comunidade migrante local, a trabalhar essencialmente na agricultura, com alunos dos 25 aos 65 anos.

“Sinto-me novamente no ativo porque estou a fazer aquilo que mais gosto”, disse Fátima Rodrigues em declarações à Agência ECCLESIA.

“Este curso teve uma adesão espetacular. No primeiro dia apareceram quatro pessoas, na segunda semana 14 e depois o número foi sempre aumentando. São pessoas que gostam de aprender”, disse a professora, colaboradora da Cáritas.

Fátima Rodrigues referiu que o objetivo da comunidade imigrante é aprender português, e não frequentar o curso para receber mais alimentos.

“Como não falam bem o português, é uma comunidade um bocadinho fechada. São muito amigos uns dos outros, mas para o exterior retraem-se um bocadinho”, afirmou.

A zona de Alpiarça tem 14 famílias imigrantes, que trabalham sobretudo na agricultura, todas com crianças, dos três aos sete anos, incentivadas à frequência dos respetivos ciclos escolares.

A colaboradora da Cáritas Paroquial de Alpiarça disse que a comunidade imigrante é solidária entre si, repartindo o trabalho disponível por todos para que todos “tenham algum rendimento” e “quando há alguém na comunidade deles com dificuldade, eles falam e dizem que têm mais uma família que precisa de ajuda”.

“São pessoas tão empenhadas e tão humildes! São pessoas que, mesmo com todas as dificuldades, conseguem ser delicados e ter um sorriso”, afirmou Fátima Rodrigues.

O projeto “Português para novos portugueses” é promovido pela Cáritas, com o apoio da Junta de Freguesia de Alpiarça, e é um projeto a promover junto de outras comunidades imigrantes, porque a Cáritas “não dá só alimentos, mas ajuda na socialização das pessoas e na sua integração”, defende Fátima Rodrigues.

A Cáritas Portuguesa está a celebrar, até 7 de março, a sua semana nacional, este ano com atenção reforçada aos efeitos da pandemia e um peditório online, destinado às respostas solidárias da organização católica.

PR

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