D José Traquina lembra «etapas com especial significado» como «assembleia diocesana» ou as eleições legislativas

D. José Traquina, Foto Agência Ecclesia/MC

Santarém, 17 set 2019 (Ecclesia) – O bispo de Santarém convidou a diocese “a assumir o caminho traçado” no programa pastoral e a serem “uma Igreja que acolhe e faz discernimento dos ‘sinais dos tempos’ e da sua missão”, numa carta pelo novo ano 2019-2020.

“Acolher é condição para a habilitação espiritual e fortalecimento da fé, para podermos ao longo deste ano, avaliar, corrigir e promover novos procedimentos nas nossas comunidades e serviços de pastoral”, escreve D. Joaquim Traquina.

Na carta enviada hoje à Agência ECCLESIA, o bispo escalabitano destaca que o objetivo para o novo ano pastoral 2019-2020 é serem “uma Igreja que acolhe e faz discernimento dos ‘sinais dos tempos’ e da sua missão”, a partir da “palavra inspiradora acolher”.

“Somos um povo em caminho, uma Igreja itinerante, ‘somos uma missão nesta terra’, e este ano pastoral é o primeiro dos seis anos projetados que nos levarão até ao cinquentenário da nossa Diocese de Santarém, em 2025”, realça.

O bispo de Santarém explica que a primeira disposição de acolhimento “aconselhável” é a vida espiritual, “a união com Cristo, como ensina o Concílio Vaticano II”, e em consequência, outra disposição de acolhimento “é a comunhão eclesial”.

“Acolher é condição para a habilitação espiritual e fortalecimento da fé, para podermos ao longo deste ano, avaliar, corrigir e promover novos procedimentos nas nossas comunidades e serviços de pastoral”, assinalou.

D. José Traquina salienta que acolher é, também, “reconhecer os sinais da presença de Deus nas pessoas que parecem mais afastadas da Igreja” e acolher é “ser recetivo aos problemas que preocupam a humanidade e cada uma das pessoas em particular”.

“É desejável que todos os diocesanos que assumem responsabilidades de animação pastoral, nos Movimentos, na ação catequética, litúrgica e social, tenham presente a leitura do Programa Pastoral da Diocese para este ano e progridam no sentido do seu objetivo”, acrescentou.

Na carta à diocese, o bispo enumera, por ordem cronológica, “algumas etapas com especial significado, a acontecerem mais proximamente”, como as Jornadas de Formação para os padres e diáconos, de 24 a 26 deste mês, “com uma proposta estabelecida tendo em conta o Programa Diocesano de Pastoral”.

Das iniciativas que mobilizam todas as pessoas destaca-se a Assembleia Diocesana, a 5 de outubro, das 10h00 às 13h00, na igreja do Convento de São Francisco, e vão estar em comunhão com o Papa Francisco que vai presidir ao Consistório para a criação de 13 cardeais, entre eles D. José Tolentino Mendonça, no Vaticano.

D. José Traquina destaca que a assembleia é um “momento privilegiado de arranque do ano pastoral” onde vão ser “prestados esclarecimentos importantes sobre etapas e propostas desse programa”.

No dia seguinte, 6 de outubro, são as eleições para a Assembleia da República em Portugal e o bispo de Santarém recorda “a responsabilidade” dos cristãos na “edificação da sociedade”, pedindo que “não” caiam “no discurso do desânimo ou na indiferença”.

“Manifestemos o nosso sentido de responsabilidade e interesse pelo país em que vivemos assumindo o ensinamento da Igreja”, desenvolveu, acrescentando que a votar “é um dever e um direito que, em boa consciência, deve ser exercido”.

Da agenda nacional e diocesana, o bispo destaca ainda o encerramento do Ano Missionário, dia 20 de outubro, no Santuário de Fátima, e o Encontro Nacional do Apostolado dos Leigos, no sábado 23 de novembro, [manhã no espaço CNEMA, tarde em diversos pontos da zona histórica e a terminar a Eucaristia na Igreja de Santa Clara], em Santarém.

CB

 

Santarém: «Para a Igreja diocesana a sua missão é um desafio permanente» – D. José Traquina

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