Bispo diocesano afirmou que «o cuidado pelos outros» faz parte da essência e da missão da Igreja

Santarém, 02 abr 2021 (Ecclesia) – O bispo de Santarém lembrou hoje as pessoas doentes, as vítimas de violência, os pobres, os perseguidos e explorados, afirmando que o cuidado pelos outros foi onde “Cristo gastou mais tempo”, na celebração da Paixão do Senhor.

“Ao contemplar a cruz podemos ter presente as muitas pessoas, nossos semelhantes, que carregam uma cruz mais pesada, numa doença incurável, numa deficiência profunda, numa violência de que foi vítima, num esforço de trabalho esgotante ou numa gestão complicada da vida em família”, explicou D. José Traquina, na celebração na Sé.

“Os milhares de pessoas que em diversos países, são perseguidas, exploradas, traficadas e outras mortas por forças terroristas”, acrescentou na homilia enviada à Agência ECCLESIA.

Na celebração da Paixão do Senhor de Sexta-feira Santa, D. José Traquina lembrou que na cruz Jesus disse “tenho sede” e hoje tem sede “nos milhões de pessoas que não têm água potável para beber” e “apanham muitas doenças”.

“A Igreja tem de estar identificada com Cristo, na causa pelos pobres no mundo, embora sabendo que não é fácil”, afirmou.

D. José Traquina salientou que faz parte da essência e da missão da Igreja o cuidado pelos outros, “onde Cristo gastou mais tempo”.

Na Sé de Santarém, o bispo diocesano explicou que Jesus “entregou-se por todos”, por isso, a oração, especialmente nas preces de Sexta-feira Santa, tem uma “dimensão universal”, também pelos não crentes, pelos atribulados e pelas vítimas da pandemia Covid-19.

A Igreja Católica evoca em Sexta-feira Santa a morte de Jesus, num dia de jejum para os fiéis, que não celebram a Missa, mas uma cerimónia com a apresentação e adoração da cruz.

CB

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