«Fátima é uma das projeções mais significativas de Portugal no mundo» – Marcelo Rebelo de Sousa

Foto Gianni Proietti/IPSAR

Roma, 12 nov 2019 (Ecclesia) – O presidente da República destacou a universalidade de Fátima e a ligação de Portugal e a Santa Sé, durante a inauguração da exposição ‘Papas peregrinos de Fátima’, do fotógrafo Rui Ochoa, no Instituto Português de Santo António em Roma (IPSAR).

“A grande riqueza desta exposição por um lado demonstra o talento do fotógrafo mas também demonstra o peso do tema inspirador do fotógrafo: Há uma parte que é mérito do fotógrafo, há uma parte enorme que é mérito de Fátima, que o mesmo é dizer que é mérito de Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, esta segunda-feira.

O presidente da República destacou que Rui Ochoa, “um magnífico fotógrafo” com uma carreira “já muito rica, muito intensa e muito admirada”, reunia um conjunto de fotografias ligadas a Fátima.

“A Fátima como fenómeno de fé, a Fátima como fenómeno sociológico, a Fátima como realidade nacional mas também a Fátima enquanto traço de ligação que é uma ligação que vem desde os primórdios da nacionalidade entre Portugal, na altura o rei de Portugal e a Santa Sé”, desenvolveu, lembrando a da Bula de reconhecimento de Portugal “Manufestis Probatum”, do Papa Alexandre III, de 23 de maio de1179.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa essa ligação traduziu-se mais recentemente nas visitas de Papas a Portugal, que “tiveram como traço comum Fátima”.

O primeiro Papa a visitar o santuário da Cova da Iria foi São Paulo VI a 13 de maio de 1967; São João Paulo II esteve três vezes em Fátima – 12 e 13 de maio de 1982, 1991 e 2000; O Papa emérito Bento XVI esteve em Fátima nos dias 12 e 13 de maio de 2010 e Francisco nos dias 12 e 13 de maio de 2017, no centenário das Aparições.

O presidente da República destacou que nas fotografias de Rui Ochoa está retratado “o povo português católico, o povo peregrino em Fátima”.

Foto Gianni Proietti/IPSAR

A exposição pode ser visitada até ao dia próximo dia 30 de novembro na galeria do IPSAR, um instituto que, segundo o presidente da República, “foi sempre considerada território português em Roma”, em “termos materiais, mas sobretudo em termos humanos”.

“Não é apenas a projeção de Fátima, muito importante, porque é uma das projeções mais significativas de Portugal no mundo, não é apenas a projeção do talento de portugueses, neste caso de um fotógrafo português, é a presença de Portugal aqui, vivo naqueles que hoje são protagonistas e aqui estão connosco”, desenvolveu.

O presidente da República disse também que espera que seja possível realizar outra exposição a seguir, “completando estas visitas com a muito significativa visita do Papa” na Jornada Mundial da Juventude 2022, em Lisboa, e que vai traduzir a “projeção de Portugal no mundo”.

“Lá estará o Papa; significará que a história que começou há muitos séculos, de ligação entre a Santa Sé e Portugal, continua no presente e vai prosseguir no futuro”, realçou Marcelo Rebelo de Sousa, no seu discurso.

O catálogo da exposição tem uma introdução do bispo de Leiria-Fátima, cardeal D. António Marto, para quem “Fátima continua a ser ‘manto de luz sobre o mundo’, luz que também irradia através desta bela e rica exposição fotográfica de Rui Ochoa para futura memória”.

A sessão de inauguração de ‘Papas Peregrinos de Fátima’ foi promovida pelo embaixador de Portugal junto da Santa Sé, António de Almeida Lima, e pelo reitor do IPSAR, monsenhor Agostinho Borges; Marcelo Rebelo de Sousa visitou também a igreja de Santo António dos Portugueses.

A mostra engloba 80 fotografias a preto e branco, duas das quais pertencem ao Arquivo fotográfico do Santuário de Fátima, relativas à visita de São Paulo VI, em 1967.

CB/OC

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