Francisco vai presidir a momento de oração e visitar alojamentos

Lisboa, 05 dez 2021 (Ecclesia) – O Papa regressa hoje ao campo de refugiados de Lesbos, na Grécia, onde esteve em abril de 2016, para visitar as pessoas alojadas na ilha e presidir a um momento de oração.

A chegada ao aeroporto de Mitilene, capital da Ilha de Lesbos, acontece pelas 10h10 locais (menos duas em Lisboa), um dos momentos centrais da viagem iniciada na última quinta-feira, no Chipre.

A visita começa junto ao Centro de Acolhimento e Identificação, onde vão estar presentes cerca de 200 pessoas.

A cerimónia de oração vai contar com o testemunho de um refugiado e um voluntário, antes da oferta de um presente ao Papa, pelas mãos de um grupo de crianças, e da recitação do ângelus.

Francisco vai depois conversar com alguns refugiados e visitar as instalações onde se encontram alojados.

A passagem pela ilha, que deve durar cerca de duas horas, conclui-se de forma privada no aeroporto de Mitilene, onde não estão previstas cerimónias oficiais.

Lesbos fica a menos de 20 quuilómetros da Turquia.

“A maioria das pessoas vive em contentores e barracas, sem acesso a serviços de higiene. Há uma necessidade contínua de melhorar as condições de alojamento, alimentação e bem-estar”, explica Anastasia Spiliopoulou, diretora da ‘Caritas Hellas’, principal organização de assistência social da Igreja Greco-Católica.

A 16 de abril de 2016, o Papa esteve no campo de refugiados de Mória – consumido pelas chamas em 2020 –  junto de cerca de 2500 pessoas, para manifestar-lhes o seu apoio.

“Quero dizer-vos que não estais sozinhos”, declarou, depois de ter passado vários minutos a cumprimentar refugiados, muitos deles menores, de países como a Síria, Iraque, Irão, Paquistão ou Afeganistão, entre muçulmanos, yazidis e cristãos.

Francisco, acompanhado por um intérprete, conversou com várias das famílias presentes e recebeu desenhos de crianças, como presentes.

Na ilha, o Papa assinou uma declaração conjunta com o arcebispo ortodoxo de Atenas, Jerónimo II, e o patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu, que denunciava a “situação trágica” dos refugiados.

“Reunimo-nos na ilha grega de Lesbos para manifestar a nossa profunda preocupação pela situação trágica de numerosos refugiados, migrantes e requerentes asilo que têm chegado à Europa fugindo de situações de conflito e, em muitos casos, ameaças diárias à sua sobrevivência”, refere o documento.

Após a viagem, Francisco decidiu levar consigo para o Vaticano um grupo de 12 refugiados, incluindo seis menores, de três famílias muçulmanas.

OC

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