Bispo do Algarve lembrou «gestos samaritanos» de quem cuida dos doentes e fragilizados pelo Covid-19

Faro, 09 abr 2020 (Ecclesia) – O bispo do Algarve sublinhou hoje o “imperativo de serviço” que um cristão deve sentir pela sua participação na Eucaristia.

“Não podemos reduzir a nossa participação na Eucaristia a algo impessoal e neutro, desligado da vida, apagando o gesto do lava-pés que Jesus fez. Participar e alimentar-se da Eucaristia é sentir-se envolvido pelo ato oblativo de Jesus que ao se oferecer a mim, se oferece a todos”, afirmou D. Manuel Quintas durante a celebração da Ceia do Senhor

Recorrendo ao exemplo de Jesus, que lavou os pés aos seus discípulos, o bispo do Algarve indicou que participar na eucaristia significa “dispor-se a tirar o manto, inclinar-se sobre o outro”.

Mas, reconheceu D. Manuel Quintas, que havendo “muita gente prostrada, em especial os atingidos pelos covid-19, nos hospitais, lares, na solidão provocada pelo confinamento doméstico, e hoje também geográfico”, há igualmente gestos “samaritanos” a observar quotidianamente.

Quantos gestos samaritanos temos observados estes dias? De quantas autarquias, instituições, chegam ofertas de meios para ajudar quem precisa? Quem produz máscaras e fatos protetores para ajudar? Inclinar-se, colocar-se ao mesmo nível do que sofre, para o poder erguer é expressão eucarística de amor fraterno”.

D. Manuel Quintas celebrou a Missa vespertina da Ceia do Senhor na Sé do Algarve, lembrando os sacerdotes, “em particular os da Igreja diocesana” e todos quantos o seguiam pela Internet.

“Saúdo-vos cordialmente e vos sinto aqui presentes na nossa catedral diocesana. É como se estivesse cheia porque se prolonga até às vossas casas”, afirmou no início da celebração.

LS

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