«A esmola é o fruto da nossa Caridade», afirma D. António Couto na mensagem para a Quaresma

Seminário de Lamego

Lamego, 06 mar 2019 (Ecclesia) – O bispo de Lamego sugere na mensagem para a Quaresma que a “esmola da Caridade quaresmal” seja para as obras no seminário diocesano e para as paróquias-missão de Santa Maria, em Cabo Verde, e de Maria Auxiliadora, em Moçambique.

“A esmola é o fruto da nossa Caridade. Sugiro, pois, que continuemos a partilhar a esmola da nossa Caridade quaresmal para podermos levar por diante as obras no nosso Seminário de Lamego, para podermos acolher mais e mais irmãos e irmãs, e a todos oferecer, em condições dignas, mais tempos de formação, oração, bem-estar e convívio”, afirma D. António Couto.

Na mensagem para a Quaresma 2019, o bispo de Lamego pede também aos diocesanos que olhem “ao largo” para os irmãos e irmãs “de mais longe” para apoiar duas comunidades eclesiais “a quem falta quase tudo, e que solicitaram apoio”: a paróquia-missão de Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde, e a paróquia-missão de Maria Auxiliadora, de Pemba, em Moçambique.

“Nestas duas comunidades, o bálsamo da nossa Caridade pode acudir um pouco às crianças abandonadas, à saúde materno-infantil, centros de formação, escolinhas, medicamentos para a lepra, HIV, etc., tantas e tais são as necessidades”, escreve D. António Couto.

O bispo de Lamego informa que, no ano de 2018, a “Caridade quaresmal” somou mais de dezoito mil euros (18.513,37€), destinando-se 9.532,69€ para as obras em curso no Seminário diocesano e 8.980,68€ para “os irmãos e irmãs sofridos e necessitados” da região do Kivu, Diocese de Beni-Butembo, da República Democrática do Congo, “que chegaram ao seu destino pelas mãos seguras dos Missionários Combonianos”.

‘Rosto tenso da criação voltado para a nossa mão’ é o tema da mensagem do bispo de Lamego para a Quaresma e está publicada integralmente na página da internet da diocese.

D. António Couto escreve que o “tempo favorável” da Quaresma convida a “fazer um exercício de generosidade, com a máxima amplitude”, de tal modo que “a bela e generosa criação” se sinta “amada, resgatada e livre”.

“Para tanto, é necessário percebermos que há em nós (muito mais do que nos nossos campos, montes, vales e colinas), muito mato, silvas, pesticidas e lixeiras a céu aberto, raivas, ódios, invejas, violências, mentiras e ciúmes”, afirma no documento, acrescentando que “reconciliação” é o termo adequado para “extirpar as raízes daninhas do pecado e estender o perdão a toda a criação”.

O bispo de Lamego convida também a fazer do “tempo santo da Quaresma” um “tempo de diferença, e não de indiferença”, pela atenção do coração “às periferias do mundo” e por um olhar “de Graça” em relação aos “irmãos de perto e de longe” e para com “toda a criação de Deus”.

A Quaresma, que começa com a celebração da imposição das Cinzas, é um período de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, um tempo de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, este ano no próximo dia 21 de abril.

CB/PR

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