D. Manuel Quintas mobiliza a «edificar uma Igreja diocesana mais fraterna e mais missionária»

Faro, 06 mar 2019 (Ecclesia) – O bispo do Algarve informa que a renúncia quaresmal vai “apoiar obras ligadas à educação e ao âmbito social” nas Dioceses angolanas de Viana e Luena, em resposta a um pedido dos Missionários Dehonianos no país lusófono.

“Exorto-vos a que sejais generosos na contribuição para esta partilha fraterna, como expressão da nossa comunhão eclesial com estas duas Igrejas missionárias”, escreveu D. Manuel Quintas na mensagem enviada hoje à Agência ECCLESIA.

No contexto da renúncia quaresmal, o bispo do Algarve assinala que a comunidade do Rogil, em Aljezur, “manifesta a toda a diocese o seu reconhecimento” pelos mais de quinze mil e novecentos euros (€15.942,52) recolhidos em 2018 para a construção da sua igreja que foi inaugurada e dedicada a S. Vicente, em janeiro deste ano.

‘Edificar uma Igreja diocesana mais fraterna e mais missionária’ é o tema da mensagem do bispo do Algarve para a Quaresma 2019.

A Igreja Católica em Portugal está a viver um Ano Missionário especial, até ao próximo mês de outubro, e D. Manuel Quintas explica que a Quaresma surge como “tempo privilegiado para adquirir um renovado impulso missionário”, apoiados no testemunho dos santos e mártires da missão, mesmo os atuais.

A Quaresma, que começa hoje com a celebração das Cinzas, é um período de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, um itinerário de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, em 2019 no dia 21 de abril.

“O tempo da Quaresma vem, mais uma vez, recordar-nos o caminho de conversão que somos chamados a percorrer, em ordem à celebração do mistério central da nossa fé: A paixão, morte e ressurreição de Cristo”, desenvolveu.

Em sintonia com “o caminhar de toda a Igreja”, refere D. Manuel Quintas, querem “acolher” a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma: “Recorda-nos que a própria criação participa do dinamismo do mistério pascal.”

O bispo do Algarve observa que “a avidez, a ambição desmedida de bem-estar, o desinteresse” pelo bem dos outros conduzem à exploração da criação – de pessoas e do ambiente – “movidos pela ganância insaciável” que considera “todo o desejo um direito”.

“Trata-se do pecado que leva o ser humano a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para proveito próprio em detrimento das criaturas e dos outros”, alertou.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ informa que D. Manuel Quintas preside hoje à celebração de Quarta-feira de Cinzas, pelas 21h00, na catedral de Faro.

CB

Partilhar:
Share