Obra inclui resposta a menino português, João, de 10 anos

Lisboa, 01 abr 2016 (Ecclesia) – A obra “Querido Papa Francisco”, que retrata as trocas de correspondência entre o Papa e crianças de todo o mundo, incluindo de Portugal, vai chegar às livrarias nacionais no dia 11 de abril.

Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, a Paulinas Editora, responsável pela difusão da obra em Portugal, realça “um verdadeiro projeto de amor” que envolveu “todos os que nele participaram, incluindo Francisco, a quem havia sido solicitado um livro para crianças, ideia a que ele anuiu prontamente”.

“É maravilhoso responder às perguntas destas crianças, mas devia tê-las aqui todas comigo! Eu sei que isso seria maravilhoso, mas também sei que este livro de respostas chegará às mãos de muitas crianças de todo o mundo que falam línguas diferentes. Por isso, sinto-me feliz”, escreve o Papa argentino.

Tudo nasceu por iniciativa de “uma extensa rede coordenada por padres jesuítas”, que “tratou de indagar do interesse das crianças em contactarem por escrito Sua Santidade” e de lhe colocarem perguntas.

“O resultado foi surpreendente”, aponta a editora católica, adiantando ainda que “devido à enorme quantidade de cartas recebidas”, cerca de 260, “tornou-se impossível publicá-las todas, assim como as respetivas respostas”.

Assim, a obra “Querido Papa Francisco” contém 30 cartas, numa escolha que teve como “único critério a sua diversidade”.

“Foram contempladas missivas de crianças de 26 países” e de todos os continentes, “escritas em 14 línguas”, incluindo o português, pela mão do pequeno João, de 10 anos.

A iniciativa tem como coordenador o padre António Spadaro, diretor da revista jesuíta ‘La Civiltà Cattolica’, que leu cada uma das cartas ao Papa e mostrou-lhe também os desenhos que as acompanhavam.

As missivas, remetidas por crianças com idades entre os seis e os 13 anos, pedem ajuda ao Papa, conselhos, respostas às suas dúvidas e explicações sobre o sentido da fé e da existência.

“Cada criança deveria ler este livro, sozinha ou com os pais, avós, irmãos mais velhos, professores ou outra pessoa amiga, tomando consciência de que todas estas questões, que poderão também ser as suas perguntas, são importantes e podem conduzir-nos a Deus”, salienta a Paulinas Editora.

Além de Portugal, registe-se ainda a participação de crianças provenientes de Albânia, China, Nigéria, Filipinas e também de escolas provisórias que acolhem refugiados sírios.

Sobre o sofrimento das crianças, e em resposta a um rapaz norte-americano de sete anos, Francisco escreve: “Ainda não consegui entender porque é que as crianças sofrem. Para mim é um mistério. Não sei dar uma explicação. Interrogo-me sobre isso. Rezo sobre esta pergunta: porque é que as crianças sofrem? É o meu coração que põe a pergunta. Jesus chorou, e chorando compreendeu os nossos dramas. Eu procuro compreender”.

Depois de numa primeira fase, ter sido lançado em Itália, Espanha, México, Polónia, Indonésia, Filipinas e Índia; o livro “Querido Papa Francisco” chega agora às bancas em Portugal, a 11 de abril.

JCP

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