Irmã Eliete Duarte destaca oito livros publicados ao longo da iniciativa

Lisboa, 23 nov 2013 (Ecclesia) – A irmã Eliete Duarte, da Paulinas Editora, explicou como no Ano da Fé procuraram publicar mais autores portugueses e chegar a todas faixas etárias, mesmo a quem não pertence à Igreja Católica.

“Este ano foi especial, tivemos a preocupação de ir à procura daquilo que existia de melhor a nível de traduções mas também de envolver autores portugueses a escreverem sobre esta temática”, começa por revelar a responsável à Agência ECCLESIA.

A preocupação em envolver autores portuguese é um trabalho que assumem como “objetivo editorial” que desenvolvem há mais de 20 anos e que agora começam a “sentir os frutos”: “Não é fácil mas é muito gratificante, há pessoas que escrevem muito bem mas é preciso identifica-los e trabalhá-los”, explica irmã Eliete Duarte.

A irmã revela preocupação em envolver autores que “sejam capazes de chegar a todas as pessoas”, mesmo quem não faz parte da Igreja porque considera que “mais do que uma teoria a nova evangelização é alguma coisa que passa pela vivência” de cada um e do que são “capazes de realizar”.

“O público é muito diversificado mas assim nas nossas edições temos a possibilidade de responder aos vários públicos. Há aqueles que estão no início e aqueles que fizeram uma boa caminhada e precisam de alimentar a sua fé”, desenvolveu.

O Ano da Fé e o enforque na Nova Evangelização apenas fez com que as Paulinas Editora reforçassem um “programa editorial tem que ter sempre como pano de fundo a fé”, explica a irmã Eliete Duarte que destaca oito edições.

As publicações começaram com a carta apostólica «A Porta da Fé», com que o Papa emérito Bento XVI anunciou o Ano da Fé, de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, este domingo, Solenidade de Cristo Rei.

Depois, repescaram em “todas as suas obras [Bento XVI] alguns pensamentos, pequenos excertos que falassem da fé”, desenvolve.

Eis o mistério da Fé”, de Bruno Forte, acessível a todos os leitores e que “não assusta ninguém”, parafraseia o Catecismo da Igreja Católica e apresenta quatro temas: o Credo; os sacramentos e as bem-aventuranças; os mandamentos e a palavra de Deus; e a Oração.

Do bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. José Manuel Cordeiro, as Paulinas publicaram “A fé acreditada, a fé rezada”, com 12 esquemas de orações que abrangem todo o ano litúrgico.

“A Fé Vive de Afeto, variações sobre um tema vital”, do padre jesuíta José Frazão Correia, propuseram “um livro espetacular com um título muito curioso que desperta muita atenção”, destaca a irmã Eliete.

“Não podemos separar a fé por um lado e a pessoa, a vida por outro, o que ele tenta fazer aqui é juntar as duas coisas”, revela sobre o livro “A Fé Vive de Afeto”.

Outra sugestão do Ano da Fé foi o livro do padre dominicano Timothy Radcliffe – “Imersos na vida de Deus” – que escreve sobre dois sacramentos, o batismo e a confirmação [crisma], de uma forma simples mas profunda que “ajuda a alimentar a fé”.

Também com “um título muito curioso”, a Paulinas Editora publicou – A primeira geração incrédula – que pretende mostrar como “Maio de 1968” deu “uma grande abertura, uma grande liberdade” onde as pessoas pensaram que “estava tudo feito e que podiam quase deixar a fé de lado” mas afinal é preciso “olhar para esta gente e dar respostas”.

Do padre Antonio Spadaro, também jesuíta, apresentam um livro que é um recurso para as novas tecnologia da informação, a “Cibertelogia”: “Spadaro diz que não podemos esquecer mais esses meios ou caímos no erro de não cumprir bem a nossa missão”, conclui a irmã Eliete Duarte.

HM/CB

Partilhar:
Share