Promover o acolhimento e integração dos estrangeiros

Pediu Bento XVI aos participantes da Assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes

Bento XVI defendeu ontem (dia 28 de Maio) uma acção positiva quanto à imigração, pedindo que os governos e organizações promovam o acolhimento e integração dos estrangeiros e que estes, por sua vez, assumam seus direitos e deveres.

Recebendo em audiência os participantes da Assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, o Pontífice afirmou que as «disposições legislativas» e as «práticas administrativas» devem possibilitar «ocasiões de ingresso na legalidade».

Segundo o Papa Bento XVI tais iniciativas favoreceriam “o justo direito ao reagrupamento familiar, ao asilo e ao refúgio”, “compensando as necessárias medidas restritivas e enfrentando o condenável tráfico de pessoas”.

“Infelizmente, assistimos ao ressurgimento de instâncias particularistas em algumas áreas do mundo, mas também é verdade que existem fugas a assumir responsabilidades que deveriam ser divididas”, apontou ele, defendendo “a troca mútua e o enriquecimento” que pode ocorrer a partir da imigração.

De acordo com Bento XVI, assuntos como a entrada ou o afastamento forçado de estrangeiros exigem “uma concordância entre os governos e os organismos” internacionais “mais directamente interessados”.

“Não se deve esquecer o importante papel da mediação a fim de que as resoluções nacionais e internacionais, que promovem o bem comum universal, encontrem acolhida junto às instâncias locais e repercutam na vida quotidiana”, continuou.

O Papa assinalou que a cooperação entre organizações e Estados pode ajudar a conciliar “o reconhecimento dos direitos da pessoa e o princípio da soberania nacional, com referência específica às exigências da segurança, da ordem pública e do controle de fronteiras”.

“A circulação das pessoas é, há tempos, objecto de convenções internacionais, que visam garantir a protecção dos direitos humanos fundamentais e combater a discriminação, a xenofobia e a intolerância. Trata-se de documentos que favorecem princípios e técnicas de tutela supranacionais”, explicou o chefe de Estado do Vaticano.

“É apreciável os esforços de construir um sistema de normas divididas que contemplem os direitos e deveres do estrangeiro, como também os da comunidade de acolhida, tendo em vista, em primeiro lugar, a dignidade de cada pessoa humana, criada por Deus à sua imagem e semelhança”, acrescentou.

Bento XVI opinou que o futuro da sociedade repousa no encontro entre os povos, no diálogo entre as culturas e no respeito das identidades e legítimas diferenças.

Com Ansa

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