D. Francisco Senra Coelho destacou que «renovar Maria é renovar uma Igreja em saída»

Lisboa, 13 mai 2022 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora afirmou o acolhimento de quem está nas margens é um “desafio muito grande para a Igreja”, refletindo sobre o exemplo de D. João IV que coroou Nossa Senhora da Conceição como rainha e padroeira de Portugal.

“O tirar a coroa e pôr junto de Nossa Senhora significou a atitude profunda do rei querer servir o povo português com o coração de mãe, com o coração de quem serve e não se serve. Tem um sinal de grande ternura, não é só o cumprir de uma promessa, na questão da restauração de 1640, mas é também um rever-se em Maria: ele que ser rei à maneira de Maria, no fundo como quem serve”, disse D. Francisco Senra Coelho, em entrevista à Agência ECCLESIA.

Para o arcebispo de Évora, este é um “desafio muito grande para a Igreja toda”, que continua a ter que “cuidar muito do acolhimento”, das margens distantes de todas as periferias existenciais e sociais.

“Temos de ser uma Igreja-mãe de coração aberto. Temos de ter colo e afago para quem chega muito ferido da vida”, assinalou.

A Arquidiocese de Évora celebrou e comemorou os 375 anos da coroação de Nossa Senhora da Conceição como rainha e padroeira de Portugal, D. João IV a 25 de março de 1646, principalmente no santuário nacional de Vila Viçosa.

“Em Vila Viçosa viveram-se momentos significativos na Igreja de Évora, em contexto também de pandemia, mas foi sempre possível fazer a celebração com o timbre da alegria e da esperança na certeza de que o manto da mãe nos cobria a todos”, recordou D. Francisco Senra Coelho, lembrando que o Papa Francisco se uniu às celebrações com a proclamação de um ano jubilar, com indulgência plenária.

Neste contexto, destacou como “principais acontecimentos da arquidiocese” a ordenação diaconal e presbiteral, bem como a celebração de votos perpétuos da vida religiosa.

O arcebispo de Évora contextualiza que os 375 anos se assinalaram em 2021, mas não foi possível celebrar a abertura desse ano jubilar “com um grande congresso internacional” por causa da pandemia Covid-19, que realizaram já este ano, nos dias 24 e 26 de março, em Fátima, com a colaboração do santuário da Cova da Iria e o Santuário do Sameiro (Arquidiocese de Braga).

No Programa ECCLESIA, transmitido esta sexta-feira na RTP2, D. Francisco Senra Coelho destacou o sucesso deste congresso que teve com o tema ‘Mulher, Mãe e Rainha’, e salientou que “renovar Maria é renovar uma Igreja em saída”.

O Papa Francisco associou-se também à celebração conclusiva do Ano Jubilar dos 375 anos de proclamação de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal, no Santuário de Vila Viçosa, com uma mensagem onde pediu que os católicos preservem a sua histórica ligação à figura de Maria.

A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa vai assinalar este sábado os 40 anos da visita pastoral de São João Paulo II ao Santuário Nacional da Padroeira de Portugal, que teve lugar a 14 de maio de 1982.

HM/CB

Vila Viçosa: «Os filhos da Terra de Santa Maria hão de mostrar que nunca a esquecem» – Francisco (c/fotos)

 

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