D. Manuel Linda destaca que «hoje, a missão é dentro e é fora» e há quem precise do «primeiro anúncio»

Lisboa, 06 set 2019 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização afirmou que, se os cristãos formam a Igreja, “têm de ser missionários por natureza”, pelo que é preciso “recuperar a dimensão missionária” de Portugal, que tem uma “história riquíssima”.

“Portugal foi um grande país missionário. Criou estruturas e deu enormes servidores do Evangelho; no seguimento desta história riquíssima, temos de recuperar a dimensão missionária”, escreveu D. Manuel Linda no guião para o ‘mês outubro missionário’.

O bispo do Porto sustenta que “é agora a altura própria” de se tomar “consciência de que o «envio» é consequência lógica do batismo”.

No próximo mês termina “um especial Ano Missionário” dinamizado pela Igreja Católica em Portugal e o responsável faz algumas perguntas de reflexão: “Que nos ficou deste tempo e desta celebração? Tornámo-nos mais “discípulos missionários”? Demo-nos conta de que, pela sua natureza, o batismo já nos relaciona com a missão? Cresceu em nós o ardor missionário?”.

“Ser Igreja é, de facto, alargar indefinidamente os horizontes universais do amor de Deus, atuá-los na realidade da vida das pessoas e implantar neste mundo a tal «civilização do amor», de que falava São Paulo VI”, desenvolveu o presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização, na sua mensagem.

D. Manuel Linda explica que as atuais fronteiras da missão “já não coincidem com as de antigamente” e a missão hoje “é dentro e é fora”: “No lugar onde habitamos, ao nosso lado, na nossa família, há, de certeza, pessoas necessitadas do anúncio do amor misericordioso de Deus”.

Para o bispo do Porto, há “sintomas maravilhosos” do empenho missionário ‘ad intra’, por exemplo as iniciativas que vão de encontro “ao mundo da indiferença” e a ‘Missão País’, mas é preciso “fortalecer e multiplicar” a relação com as missões no exterior, já existe voluntariado missionário, geminações, mas são precisos “mais sacerdotes, mais religiosas, mais leigos e até mais famílias” implicadas no anúncio e na promoção humana.

Segundo o responsável,  também há muitas gentes e muitos povos que “carecem de um primeiro anúncio da verdade da fé”, acompanhado pelas obras que o credibilizam.

Já o presidente dos Institutos Missionários Ad Gentes considera que se vive uma época “muito especial” e destaca que “escutar, partir, testemunhar” são três verbos que “podem resumir toda a atividade da Igreja, constituída por batizados e enviados”.

“Respondamos aos apelos que nos são dirigidos. Sejamos missão no mundo, em disponibilidade para lavrarmos terrenos abandonados, inóspitos ou indiferentes”, escreveu o padre Adelino Ascenso.

No Dia Mundial das Missões 2019, a 20 de outubro, a Igreja Católica em Portugal está mobilizada para a peregrinação nacional de encerramento do ano e mês missionário, ao Santuário de Fátima.

Com o tema ‘com maria: missionários todo o dia!’ o programa começa às 09h00, com a concentração na Capelinha das Aparições, uma hora depois os peregrinos vão rezar a oração do Terço, seguida da Eucaristia e entre as 15h00 e as 17h00 a proposta é uma Tarde Missionária, no Centro Paulo VI.

O guião proposto pelas Obras Missionárias Pontifícias de Portugal pretende dinamizar o mês de outubro através de reflexões, momentos de oração e celebrações, apresentação de testemunhas de Missão para “torná-lo um mês especialmente dedicado à Missão”, e que essa dinâmica se prolongue ao longo do ano.

CB/OC

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