CNIS vai promover Congresso focado no tema ‘Pobreza e Proteção Social’, em Aveiro, com a participação do presidente da República
Lisboa, 05 out 2026 (Ecclesia) – O presidente da Assembleia Geral da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) defendeu o papel destas instituições na construção de uma sociedade mais coesa, considerando que, sem a sua intervenção, as diferenças sociais seriam maiores.
“Se não fossem as instituições de solidariedade social nós percebíamos como esta nossa sociedade era mais desumana e menos coesa e como as desigualdades se agravariam ainda mais”, afirmou José Carlos Batalha, em entrevista ao programa ECCLESIA (RTP2).
“O nosso objetivo é mostrar que as instituições, na sua prática diária, são o coração que bate nas comunidades e, sobretudo, nas comunidades mais isoladas e mais vulneráveis, onde a pobreza se faz sentir de forma muito relevante”, destacou.
A CNIS vai promover, esta quarta e quinta-feira, o seu sétimo Congresso focado no tema “Pobreza e Proteção Social”, no Centro de Congressos de Aveiro, com a sessão de encerramento a cargo do presidente da República.
A situação económica mundial e nacional vem, segundo o responsável, agravar a realidade de muitas famílias e, por isso, é necessário refletir sobre isso.
“Este também me parece que é um aspeto extraordinariamente importante deste Congresso, deste 7º Congresso, é olharmos para o futuro, que caminhos é que o futuro nos abre, que políticas sociais é que nós queremos”, referiu o presidente da Assembleia Geral da CNIS.
José Carlos Batalha revela a intenção de apresentar, de “viva voz”, as conclusões do encontro ao presidente da República, que são de uma “atualidade e de uma necessidade absolutamente inquestionáveis”.
O Congresso visa também, de acordo com o responsável, contribuir para respostas mais sólidas do poder público às instituições de solidariedade social.
“Nós somos parceiros do Estado, nós estamos na sociedade por direito próprio, e o Estado tem que estar ao nosso lado. E quando eu falo do Estado, falo do Estado ao nível central, mas também falo do Estado autárquico, que é um Estado mais próximo da realidade”, disse.
O encontro vai contar com uma mesa-redonda sobre a “Territorialização da Pobreza”, dedicada ao “Papel dos Municípios nas estratégias locais de combate à Pobreza”, com a participação de presidentes das câmaras de Mogadouro, Fundão e Matosinhos.
O presidente da Assembleia Geral da CNIS defende que as soluções mais eficazes são as de “proximidade” e que as instituições têm de dizer ao Estado que precisam que coopere e as ajude no “papel insubstituível” que, considera, é reconhecido por “toda a sociedade”.
O programa Ecclesia abordou ainda a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030, que estabelece a meta de reduzir a taxa de pobreza monetária e exclusão social para 10% até 2030.
“Nós estamos sempre no bom caminho quando procuramos minimizar situações graves da nossa sociedade. […] Obviamente que é importante situar este problema social da pobreza num contexto global e reforçar a base ética e a base conceptual desta questão”, realçou José Carlos Batalha.
“Obviamente que precisamos também e sobretudo de assegurar que a proteção social seja um direito e seja reconhecido na nossa base jurídica e na nossa base política”, complementou.
O presidente da Assembleia Geral da CNIS defende a importância de reconhecer o “papel insubstituível” das instituições de solidariedade social na mitigação da pobreza como “a primeira linha da defesa da dignidade humana em Portugal”.
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade é a “principal organização representativa” das IPSS em Portugal e congrega federações e uniões, distritais ou regionais.
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