Fátima, 08 jun 2020 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional da Liturgia, da Igreja Católica em Portugal, propõe a leitura de ‘À luz do Apocalipse’, do bispo emérito do Algarve D. Manuel Madureira Dias, e ‘Presbíteros: Palavra e Liturgia’, do monge Enzo Bianchi, publicados este mês.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o secretariado da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade explica que do livro ‘À luz do Apocalipse’ ajuda a “entender melhor alguns aspetos positivos”, “na sua simplicidade”, sem querer estabelecer “qualquer paralelo entre o conteúdo do Apocalipse e “o vírus que paralisou o mundo inteiro”.

“A edição desta obra no particular contexto de pandemia em que vivemos, com todas as consequências pessoais, familiares, sociais, laborais e eclesiais que consigo traz, é um convite a renovar a experiência espiritual do vidente de Patmos e da sua comunidade”, escreve o presidente da Associação Bíblica Portuguesa, o padre Mário Sousa, no prefácio.

O sacerdote salienta que D. Manuel Madureira Dias, bispo emérito da Diocese do Algarve (10 de julho de 1988 – 27 de junho de 2004), “teve a coragem de tomar o livro do Apocalipse das mãos de João e abrir os seus sete selos: O do enquadramento histórico e o da perspetiva literária, o da complexidade simbólica e o da dimensão litúrgica, o da pragmática, e, sobretudo, o da riqueza espiritual e o do significado eclesial e pastoral.

Um segundo livro que o Secretariado Nacional da Liturgia publicou este mês e convida à leitura é ‘Presbíteros: Palavra e Liturgia’, de Enzo Bianchi, monge italiano e fundador da Comunidade Monástica de Bose (Itália).

“A beleza de uma celebração cristã não reside, acima de tudo, no canto, nos ornamentos, na arquitetura, mas na consciência da assembleia e de quem celebra com simplicidade e nudez de gestos, com uma adequada alternância entre palavra e silêncio”, explica o autor.

Enzo Bianchi afirma que “na ação litúrgica dizer é fazer” e apresenta como exemplo quem lê as Sagradas Escrituras ou canta um salmo que “está também empenhado num fazer, que vai além das suas palavras”.

“Ao mesmo tempo fazer é dizer, porque cada gesto litúrgico (levantar-se, sentar-se, inclinar-se, abraçar-se…) constitui uma verdadeira linguagem. Tudo isto se encontra bem sintetizado no adágio formulado por Louis-Marie Chauvet: ‘A lei fundamental da liturgia não é dizer o que se faz, mas fazer o que se diz’”, acrescenta o monge italiano.

As duas novidades editoriais do Secretariado Nacional da Liturgia, da Igreja Católica em Portugal, podem ser consultadas no seu sítio online.

CB/OC

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